O vereador César Cortez (PV) teve um de seus surtos políticos na última segunda-feira e descobriu que o setor de saúde no Município não anda bem.
Médico que é, fez o diagnóstico e prescreveu, de forma virulenta, o remédio em discurso na Câmara Municipal: a saída do secretário de Saúde, Gerson Hansen Martins, e outros da pasta.
Mais superficial, impossível.
Não é de hoje que faltam médicos na rede pública de saúde, muito menos que as consultas demoram meses para serem realizadas.
Num exemplo: o geriatra que hoje falta no município também faltava na época, por exemplo, em que Elza Tank comandava a pasta.
E Cortez não pedia a cabeça de Elza.
Também não foi Dr. Gerson quem trouxe a Unifarma e a Prescon à Limeira, em contratos que custaram milhões aos cofres públicos, suficientes para construir várias unidades básicas de saúde e melhorar os salários dos médicos - no caso da Unifarma, há uma ação civil pública do MP em andamento na Justiça, considerando a atuação da empresa irregular, espécie de terceirização da saúde.
A Secretaria de Saúde faz concurso, mas os médicos recusam assumir os cargos por causa dos baixos salários pagos pela Prefeitura.
Que culpa tem Martins nisso?
Secretário, convém lembrar, que levará no currículo algo que Cortez não terá: enfrentar, como a principal autoridade de saúde de um município, uma pandemia global como foi a gripe suína.
Dentro das possibilidades, ele fez o que pôde. Transparência com as informações não faltou. E isso é algo que está rareando no serviço público.
É claro que há problemas na saúde. Mas se Cortez estiver mesmo disposto a ajudar o município, em vez de atacar superficialmente, poderia propor a criação de uma comissão na Câmara para apurar, de fato, o que está havendo na Secretaria Municipal de Saúde.
Se os vereadores criaram uma comissão para discutir o carnaval de rua - importante, mas não vital -, podem muito bem discutir e propor soluções na saúde, criando uma outra para este fim.
Gerson Martins merecia, no mínimo, mais respeito.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Elza sorri: escapou de investigação judicial por abuso de poder econômico na campanha de 2006
Curtindo uma fase em que está na "crista" da onda por ser a mais lembrada pelos eleitores nas pesquisas e por ter retirado sua pré-candidatura a deputado federal sob o mantra (será?) de não prejudicar os colegas concorrentes, Elza Tank (PTB) tem mais um motivo para sorrir.
No último dia 19, o desembargador Walter de Almeida Guilherme, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou o arquivamento da ação que desaprovou suas as contas de Elza Tank por vícios insanáveis, como já mostrado neste espaço.
Pode não parecer, mas somente a desaprovação saiu em conta para a petebista.
Em parecer enviado ao TRE, o procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves avaliou que, embora tenham sido constatadas irregularidades insanáveis, não se vislumbraram atos que caracterizariam abuso de poder econômico na campanha de Elza em 2006, já que as falhas apontadas - e reconhecidas pelo tribunal - não tiveram potencialidade lesiva para interferir de forma decisiva no resultado das eleições.
Como Elza não se elegeu naquele ano, ficou prejudicada qualquer providência no sentido de abertura de investigação judicial para apuração de eventual conduta em desacordo com as normas de arrecadação e gastos de recursos em campanha eleitoral, de acordo com o procurador.
Para Gonçalves, as irregularidades não geraram senão a própria desaprovação das contas. Fica nisso.
O TRE concordou. E o processo foi arquivado.
No último dia 19, o desembargador Walter de Almeida Guilherme, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou o arquivamento da ação que desaprovou suas as contas de Elza Tank por vícios insanáveis, como já mostrado neste espaço.
Pode não parecer, mas somente a desaprovação saiu em conta para a petebista.
Em parecer enviado ao TRE, o procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves avaliou que, embora tenham sido constatadas irregularidades insanáveis, não se vislumbraram atos que caracterizariam abuso de poder econômico na campanha de Elza em 2006, já que as falhas apontadas - e reconhecidas pelo tribunal - não tiveram potencialidade lesiva para interferir de forma decisiva no resultado das eleições.
Como Elza não se elegeu naquele ano, ficou prejudicada qualquer providência no sentido de abertura de investigação judicial para apuração de eventual conduta em desacordo com as normas de arrecadação e gastos de recursos em campanha eleitoral, de acordo com o procurador.
Para Gonçalves, as irregularidades não geraram senão a própria desaprovação das contas. Fica nisso.
O TRE concordou. E o processo foi arquivado.
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Nilce vai apurar quebra de decoro de Dr.Raul, mas ficam algumas perguntas
Pelo que se depreende das publicações de hoje dos jornais impressos, a corregedora da Câmara Municipal, Nilce Segalla, parece que vai mesmo abrir procedimento para apurar eventual quebra de decoro parlamentar de Dr.Raul.
Então, ficam as perguntas:
Por que não fez o mesmo quando Eliseu Daniel dos Santos virou réu, mais tarde absolvido, em ação penal na Justiça?
E com César Cortez, Elza Tank e Almir Pedro dos Santos, condenados em segunda instância por improbidade administrativa pelo fato de terem empregados parentes na Câmara?
Então, ficam as perguntas:
Por que não fez o mesmo quando Eliseu Daniel dos Santos virou réu, mais tarde absolvido, em ação penal na Justiça?
E com César Cortez, Elza Tank e Almir Pedro dos Santos, condenados em segunda instância por improbidade administrativa pelo fato de terem empregados parentes na Câmara?
terça-feira, 25 de maio de 2010
Como Eliseu pode ajudar a salvar Dr.Raul na Câmara
O presidente da Câmara, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), mostrou-se surpreso ao tomar conhecimento, na tarde de ontem, do indiciamento do vereador Raul Nilsen Filho e da denúncia protocolada no Legislativo, mas sabe que pode contribuir indireta e decisivamente para que um processo disciplinar contra o médico não tenha andamento na Corregedoria, pelo menos por enquanto.
Explico:
Em 2005, Eliseu também foi alvo de um inquérito policial e tornou-se réu na Justiça de Limeira pela acusação de crime de exploração de prestígio. Houve uma acusação do MP e recebimento pela Justiça, duas coisas que ainda não aconteceram no caso de Dr. Raul.
Nem por isso houve qualquer movimentação na Corregedoria para apurar eventual quebra de decoro do vereador, que, mais tarde, em 2006, tornou-se presidente da Câmara.
O tempo encarregou-se de mostrar que esta decisão foi correta.
Três anos depois, em 2008, a Justiça decidiu absolver Eliseu da acusação, por insuficiência de provas - ele recorreu ao Tribunal de Justiça para que haja reconhecimento de inexistência de crime. O caso passou sem divulgação pela mídia, na época, porque tramitou em segredo de Justiça, e foi revelado com exclusividade por este blog aqui, aqui e aqui.
Tivesse a Corregedoria aberto apuração no caso de Eliseu, haveria um desgaste político que, mais tarde, revelaria-se injusto, já que o presidente não foi considerado culpado pela Justiça.
No caso do Dr. Raul, existe gravidade na acusação; ele, de fato, foi indiciado pela polícia, a primeira acusação formal.
Daí a virar ação penal é outra coisa, tanto que, conforme a Gazeta explicou, em reportagem assinada por Bruna Lencioni e Renata Reis, a promotora Regina Furtado pediu diligências no sentido de colher mais elementos para que decida se oferece a denúncia para abertura de ação penal ou arquiva o caso.
A corregedora da Câmara, Nilce Segalla, poderá invocar o caso de Eliseu para justificar que a abertura de um processo disciplinar contra Raul pode ser injusto.
Prudente, agora, é esperar os passos da Promotoria, e dar espaço para o contraditório.
Pior que omissão é agir sem cautela. Depois, não há o que fazer com o estrago feito.
Decoro por decoro, César Cortez, Elza Tank e Almir Pedro dos Santos foram condenados por improbidade administrativa em decisão colegiada, no Tribunal de Justiça. Não há nada na Corregedoria da Câmara que os investigue por isso.
Por tudo isso, não devemos esperar nada da Corregedoria da Câmara nesse momento. E isso pode ser compreensível, ao menos por ora.
Explico:
Em 2005, Eliseu também foi alvo de um inquérito policial e tornou-se réu na Justiça de Limeira pela acusação de crime de exploração de prestígio. Houve uma acusação do MP e recebimento pela Justiça, duas coisas que ainda não aconteceram no caso de Dr. Raul.
Nem por isso houve qualquer movimentação na Corregedoria para apurar eventual quebra de decoro do vereador, que, mais tarde, em 2006, tornou-se presidente da Câmara.
O tempo encarregou-se de mostrar que esta decisão foi correta.
Três anos depois, em 2008, a Justiça decidiu absolver Eliseu da acusação, por insuficiência de provas - ele recorreu ao Tribunal de Justiça para que haja reconhecimento de inexistência de crime. O caso passou sem divulgação pela mídia, na época, porque tramitou em segredo de Justiça, e foi revelado com exclusividade por este blog aqui, aqui e aqui.
Tivesse a Corregedoria aberto apuração no caso de Eliseu, haveria um desgaste político que, mais tarde, revelaria-se injusto, já que o presidente não foi considerado culpado pela Justiça.
No caso do Dr. Raul, existe gravidade na acusação; ele, de fato, foi indiciado pela polícia, a primeira acusação formal.
Daí a virar ação penal é outra coisa, tanto que, conforme a Gazeta explicou, em reportagem assinada por Bruna Lencioni e Renata Reis, a promotora Regina Furtado pediu diligências no sentido de colher mais elementos para que decida se oferece a denúncia para abertura de ação penal ou arquiva o caso.
A corregedora da Câmara, Nilce Segalla, poderá invocar o caso de Eliseu para justificar que a abertura de um processo disciplinar contra Raul pode ser injusto.
Prudente, agora, é esperar os passos da Promotoria, e dar espaço para o contraditório.
Pior que omissão é agir sem cautela. Depois, não há o que fazer com o estrago feito.
Decoro por decoro, César Cortez, Elza Tank e Almir Pedro dos Santos foram condenados por improbidade administrativa em decisão colegiada, no Tribunal de Justiça. Não há nada na Corregedoria da Câmara que os investigue por isso.
Por tudo isso, não devemos esperar nada da Corregedoria da Câmara nesse momento. E isso pode ser compreensível, ao menos por ora.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
O espólio de Elza
As movimentações políticas da última semana dão margem para muitas análises possíveis sobre o cenário eleitoral de Limeira.
A saída de Elza Tank da disputa a uma vaga na Câmara dos Deputados e a inclusão de Nilce Segalla abrem uma verdadeira corrida entre os postulantes que ainda mantêm a candidatura pelo espólio eleitoral da petebista, mas é impossível assegurar quem mais se beneficia. Leia mais no blog da coluna Prisma.
A saída de Elza Tank da disputa a uma vaga na Câmara dos Deputados e a inclusão de Nilce Segalla abrem uma verdadeira corrida entre os postulantes que ainda mantêm a candidatura pelo espólio eleitoral da petebista, mas é impossível assegurar quem mais se beneficia. Leia mais no blog da coluna Prisma.
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Campanha de Elza Tank teve R$ 46,9 mil de depósitos em dinheiro não identificado
* TRE viu irregularidades "insanáveis" nas contas
* Prestação impede verificação de movimentação de dinheiro
A Justiça Eleitoral identificou três irregularidades consideradas "insanáveis" nas contas da vereadora Elza Tank (PTB), quando de sua campanha à deputado estadual em 2006, o que motivou a desaprovação de suas contas, como já revelado neste blog.
A Coordenadoria de Contas Eleitorais e Partidárias do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo identificou na prestação de contas de Elza extratos que evidenciam depósitos em dinheiro não identificados no valor R$ 46.901,24.
A situação viola o artigo 16 da Resolução 22.250/06, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê:
"As doações de recursos financeiros somente poderão ser efetuadas na conta mencionada no art. 10 desta resolução por meio de: (...)II – depósitos em espécie devidamente identificados com o nome e o número de inscrição no CPF ou CNPJ do doador até os limites fixados nos incisos I e II do art. 14".
De acordo com os técnicos do TRE, a conciliação bancária apresentada pela petebista não compatibiliza as divergências entre os saldos bancários, "impossibilitando a verificação da real movimentação financeira da campanha".
Esta segunda situação viola o artigo 29, parágrafo 5º da Resolução 22.250/06, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê:
"A Conciliação Bancária, contendo os débitos e os créditos ainda não lançados pela instituição bancária, deverá ser apresentada quando houver diferença entre o saldo financeiro do Demonstrativo de Receitas e Despesas e o saldo bancário registrado em extrato, de forma a justificá-la".
O terceiro e último apontamento da Justiça Eleitoral foi que, nas contas de Elza, foi lançada aquisição de material de consumo ou bens permanentes como receita estimada de recursos próprios, evidenciando que a quantia de R$ 217,90 utilizada para seu pagamento deixou de transitar pela conta bancária específica.
Esta terceira situação viola o artigo 10, parágrafo 6º da Resolução 22.250/06, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê:
"É obrigatória a abertura de conta bancária específica em nome do candidato e do comitê financeiro, para registro de todo o movimento financeiro da campanha, inclusive dos recursos próprios dos candidatos e dos oriundos da comercialização de produtos e realização de eventos, vedado o uso de conta bancária preexistente".
Houve, ainda, uma quarta irregularidade - recibos eleitorais não utilizados foram apresentados recortados, constando apenas a parte de sua numeração, impossibilitando a aferição integral dos recursos arrecadados -, mas o TRE acatou novos elementos apresentados pela defesa de Elza e considerou sanado o apontamento inicial.
A Diretora-Geral da Secretaria de Controle Interno do TRE, Jade Almeida Prometti, manifestou-se, em 16 de dezembro último, de acordo com o parecer técnico que opinou pela desaprovação das contas de Elza. O Ministério Público Eleitoral também deu parecer pela rejeição, conforme revelado pelo blog.
Em 9 de fevereiro, os juízes do TRE, em votação unânime, decidiram desaprovar as contas de Elza.
À repórter Bruna Lencioni, da Gazeta de Limeira, que revelou hoje os apontamentos do TRE, a petebista disse que ainda não foi notificada da decisão da Justiça e que irá recorrer.
* Prestação impede verificação de movimentação de dinheiro
A Justiça Eleitoral identificou três irregularidades consideradas "insanáveis" nas contas da vereadora Elza Tank (PTB), quando de sua campanha à deputado estadual em 2006, o que motivou a desaprovação de suas contas, como já revelado neste blog.A Coordenadoria de Contas Eleitorais e Partidárias do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo identificou na prestação de contas de Elza extratos que evidenciam depósitos em dinheiro não identificados no valor R$ 46.901,24.
A situação viola o artigo 16 da Resolução 22.250/06, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê:
"As doações de recursos financeiros somente poderão ser efetuadas na conta mencionada no art. 10 desta resolução por meio de: (...)II – depósitos em espécie devidamente identificados com o nome e o número de inscrição no CPF ou CNPJ do doador até os limites fixados nos incisos I e II do art. 14".
De acordo com os técnicos do TRE, a conciliação bancária apresentada pela petebista não compatibiliza as divergências entre os saldos bancários, "impossibilitando a verificação da real movimentação financeira da campanha".
Esta segunda situação viola o artigo 29, parágrafo 5º da Resolução 22.250/06, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê:
"A Conciliação Bancária, contendo os débitos e os créditos ainda não lançados pela instituição bancária, deverá ser apresentada quando houver diferença entre o saldo financeiro do Demonstrativo de Receitas e Despesas e o saldo bancário registrado em extrato, de forma a justificá-la".
O terceiro e último apontamento da Justiça Eleitoral foi que, nas contas de Elza, foi lançada aquisição de material de consumo ou bens permanentes como receita estimada de recursos próprios, evidenciando que a quantia de R$ 217,90 utilizada para seu pagamento deixou de transitar pela conta bancária específica.
Esta terceira situação viola o artigo 10, parágrafo 6º da Resolução 22.250/06, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê:
"É obrigatória a abertura de conta bancária específica em nome do candidato e do comitê financeiro, para registro de todo o movimento financeiro da campanha, inclusive dos recursos próprios dos candidatos e dos oriundos da comercialização de produtos e realização de eventos, vedado o uso de conta bancária preexistente".
Houve, ainda, uma quarta irregularidade - recibos eleitorais não utilizados foram apresentados recortados, constando apenas a parte de sua numeração, impossibilitando a aferição integral dos recursos arrecadados -, mas o TRE acatou novos elementos apresentados pela defesa de Elza e considerou sanado o apontamento inicial.
A Diretora-Geral da Secretaria de Controle Interno do TRE, Jade Almeida Prometti, manifestou-se, em 16 de dezembro último, de acordo com o parecer técnico que opinou pela desaprovação das contas de Elza. O Ministério Público Eleitoral também deu parecer pela rejeição, conforme revelado pelo blog.
Em 9 de fevereiro, os juízes do TRE, em votação unânime, decidiram desaprovar as contas de Elza.
À repórter Bruna Lencioni, da Gazeta de Limeira, que revelou hoje os apontamentos do TRE, a petebista disse que ainda não foi notificada da decisão da Justiça e que irá recorrer.
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
Eterna foliã de carnavais, Elza Tank dança, mas no TRE
A vereadora Elza Tank (PTB), participante ativa dos carnavais antigos de Limeira, dançou neste ano - e não foi samba - não nas ruas, mas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Na última terça-feira, os ministros do plenário do TCE seguiram o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-SP) e desaprovaram as contas da campanha da petebista referentes ao ano de 2006, quando ela disputou uma vaga para deputada.
O acórdão será divulgado nos próximos dias. Cabe recurso à decisão.
Na última terça-feira, os ministros do plenário do TCE seguiram o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-SP) e desaprovaram as contas da campanha da petebista referentes ao ano de 2006, quando ela disputou uma vaga para deputada.
O acórdão será divulgado nos próximos dias. Cabe recurso à decisão.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Contas de Elza vão a julgamento na terça no TRE
Está marcado para o dia 9, próxima terça-feira, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) o julgamento das contas de Elza Tank (PTB) referentes à sua campanha a deputada em 2006. O MPE deu parecer pela desaprovação.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Peças no xadrez
Ontem, no programa A Voz do Povo, Rádio Educadora, comandado por Osvaldo Davoli, o presidente da Câmara, Eliseu Daniel dos Santos, confirmou o que que eu havia escrito neste blog no domingo.
Que a entrada de Elza Tank na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados sepulta de vez as chances dele e de César Cortez, os favoritos à corrida ao Congresso aqui em Limeira.
Estou curioso para ver qual será a negociação com Elza - acredito que ela não levará adiante a candidatura, mas negociará caro sua saída.
Cortez, que aparece bem nas pesquisas, começa ameaçar uma ida à disputa na Assembleia Legislativa, o que tiraria votos da esposa de Félix, Constância.
Porém, se fizer isso, pode perder apoio do prefeito Sílvio Félix para 2012, na sucessão à Prefeitura.
Que a entrada de Elza Tank na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados sepulta de vez as chances dele e de César Cortez, os favoritos à corrida ao Congresso aqui em Limeira.
Estou curioso para ver qual será a negociação com Elza - acredito que ela não levará adiante a candidatura, mas negociará caro sua saída.
Cortez, que aparece bem nas pesquisas, começa ameaçar uma ida à disputa na Assembleia Legislativa, o que tiraria votos da esposa de Félix, Constância.
Porém, se fizer isso, pode perder apoio do prefeito Sílvio Félix para 2012, na sucessão à Prefeitura.
domingo, 24 de janeiro de 2010
O fator Elza
O anúncio da pré-candidatura de Elza Tank para deputada federal vem em meio a uma queda de braços nos bastidores entre César Cortez e Eliseu Daniel dos Sants, candidatos mais viáveis hoje no município.
Elza não tem pretensão ou sonho político algum de ir para Brasília, mas, ao entrar na disputa, tira votos de Eliseu e Cortez, prejudicando a eleição dos dois.
Elza é braço direito do prefeito prefeito Sílvio Félix na Câmara Municipal e pode, numa dobradinha, levar consigo a esposa dele, Constância, pré-candidata a deputado estadual.
Seria uma forma de alavancar a candidatura da primeira-dama, iniciante em disputas eleitorais. Elza tem um eleitorado cativo, que pode transferir votos à Constância.
Elza não tem pretensão ou sonho político algum de ir para Brasília, mas, ao entrar na disputa, tira votos de Eliseu e Cortez, prejudicando a eleição dos dois.
Elza é braço direito do prefeito prefeito Sílvio Félix na Câmara Municipal e pode, numa dobradinha, levar consigo a esposa dele, Constância, pré-candidata a deputado estadual.
Seria uma forma de alavancar a candidatura da primeira-dama, iniciante em disputas eleitorais. Elza tem um eleitorado cativo, que pode transferir votos à Constância.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
MP Eleitoral dá parecer pela desaprovação das contas de Elza de 2006; Pejon, Quintal, Wagner Barbosa e Clodoaldo Araújo têm contas aprovadas
O procurador regional eleitoral de São Paulo, Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, assinou no último dia 18 parecer pela desaprovação das contas da vereadora Elza Tank (PTB) referentes à campanha eleitoral de 2006, quando ela tentou vaga de deputada.
A manifestação se deu com base em parecer conclusivo da Secretaria de Controle Interno e pela diretoria-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).
Os pareceres apontaram que Elza "deixou de cumprir requisitos indispensáveis à verificação das informações lançadas na prestação de contas".
O relator do caso no TRE é o desembargador Walter de Almeida Guilherme, que deverá encaminhar o processo para a pauta do plenário no início de 2010.
Outros candidatos que também concorreram em 2006 tiveram as contas aprovadas pelo TRE, com o aval do MP.
Clodoaldo Araújo, que participou do programa O Aprendiz e também tentou vaga como deputado em 2006, e o empresário e proprietário da TV Mix, Lusenrique Quintal, tiveram as contas aprovadas em votação realizada pelo plenário do TRE no último dia 1º.
O mesmo aconteceu com o ex-prefeito José Carlos Pejon, cujas contas foram aprovadas pelo TRE na sessão do último dia 15.
Wagner Barbosa teve as contas referendadas pelo TRE em 19 de novembro.
A manifestação se deu com base em parecer conclusivo da Secretaria de Controle Interno e pela diretoria-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).
Os pareceres apontaram que Elza "deixou de cumprir requisitos indispensáveis à verificação das informações lançadas na prestação de contas".
O relator do caso no TRE é o desembargador Walter de Almeida Guilherme, que deverá encaminhar o processo para a pauta do plenário no início de 2010.
Outros candidatos que também concorreram em 2006 tiveram as contas aprovadas pelo TRE, com o aval do MP.
Clodoaldo Araújo, que participou do programa O Aprendiz e também tentou vaga como deputado em 2006, e o empresário e proprietário da TV Mix, Lusenrique Quintal, tiveram as contas aprovadas em votação realizada pelo plenário do TRE no último dia 1º.
O mesmo aconteceu com o ex-prefeito José Carlos Pejon, cujas contas foram aprovadas pelo TRE na sessão do último dia 15.
Wagner Barbosa teve as contas referendadas pelo TRE em 19 de novembro.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A visita
Sempre atento, colega Cláudio Bontorim revelou em sua coluna que o prefeito Sílvio Félix visitou Elza Tank no dia da CPI do Fantasma. Abaixo a nota:
"Na terça-feira, 17, às vésperas de mais uma reunião da CPI, o prefeito Silvio Félix esteve no apartamento da vereadora, e líder do governo na Câmara, Elza Tank (PTB). Encontrei-me com sua secretária, Adriana, no hall do prédio, às 12h35. Presenciei, entretanto, a saída de Félix, por volta das 12h48. Mistérios!"
"Na terça-feira, 17, às vésperas de mais uma reunião da CPI, o prefeito Silvio Félix esteve no apartamento da vereadora, e líder do governo na Câmara, Elza Tank (PTB). Encontrei-me com sua secretária, Adriana, no hall do prédio, às 12h35. Presenciei, entretanto, a saída de Félix, por volta das 12h48. Mistérios!"
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Elza e Ronei - parte 2
Discussão de projeto que autoriza o Executivo a fazer convênios com associações de bairro.
Ronei vai à tribuna e pede para os vereadores rejeitarem a emenda proposta pelo governista Silvio Brito (PDT), para que não prejudicasse a do vereador Paulo Hadich, que, além de contemplar o pedido de Brito - exigência de CNPJ às associações - listava uma série de requisitos mínimos para a celebração dos convênios, exigências estas da própria Prefeitura para com as entidades assistenciais.
Elza, que sempre faz suas colocações sentada, pede a palavra e caminha calmamente até a tribuna. O discurso começa lento e progride aos poucos. No auge, começa a criticar a postura de Ronei.
"Está na hora de parar de posar como se fosse só você o salvador da pátria, o que luta pelo povo. Você ainda tem muito o que crescer politicamente", diz em voz alta a líder do governo Félix.
Ronei exaspera-se; pede, ao fim do discurso de Elza, palavra ao presidente da sessão - naquele momento, Farid - e diz que quer saber o que a vereadora quis dizer com aquela frase "crescer politicamente". "A senhora parece que quer ganhar sempre no grito!", grita o petista.
Temendo o desgoverno da discussão, Farid intervém e pede para encerrar a discussão. Nilce Segalla (PDT) ergue-se e diz. "Senhores vereadores, vamos manter os ânimos, até porque há uma corregedoria nesta casa".
Eliseu, que voltou nesta hora ao plenário, passou a presidência para Cortez e foi até a tribuna defender o projeto do prefeito Sílvio Félix. Criticou a emenda de Hadich.
"Se quisermos matar o projeto, então vamos aprovar o projeto do senhor", disse ao delegado. Lembrou que exigir auto de vistoria do Corpo de Bombeiros às associações é um absurdo e que as regras do convênio serão fiscalizadas pelo TCE (daí a citação a este jornalista, mencionada no post abaixo).
Mário Botion (PR) criticou e disse que votaria contra o projeto, e não contra as associações de bairro.
Disse que, do jeito que estava, o projeto era genérico demais e previa passar atribuições às associações de bairro que a Prefeitura tem capacidade para fazer.
Aproveitando-se politicamente do discurso de Botion, Cortez disse que jamais votaria contra as associações de bairro.
Resultado: 9 a 4 a favor do projeto; com a aprovação da emenda de Brito, ficou prejudicada a de Hadich, que lamentou. "Não esperava que minha emenda causasse essa celeuma toda. Vou para casa sem entender porque usaram dois pesos e duas medidas", numa referência às exigências impostas pela Prefeitura às entidades assistenciais e que não valerão às associações de bairro.
Faltava ainda o último troco de Elza a Ronei. O petista apresentou emenda pedindo para que um balancete das associações, descrevendo toda a prestação de contas, fosse publicado no Jornal Oficial.
Para explicar os motivos, Ronei foi a tribuna e passou a discursar sobre o princípio da publicidade na administração pública. Numa espécie de boicote, a ala governista desapareceu do plenário, tanto que, em determinado momento, Eliseu interrompeu a fala do petista pedindo para que os vereadores retornassem ao plenário e dessem quórum mínimo para que a sessão continuasse. Carlinhos Silva voltou, com cara de quem apenas estava ali para que a sessão prosseguisse.
Quando a emenda foi posta em votação, a ala governista voltou em peso ao plenário. Aí foi fácil a vitória. À frente, Sílvio Brito, autor da emenda criticada pelo petista, foi o primeiro a se levantar para impor a derrota à Ronei.
Não importava o conteúdo da emenda. Sob comando de Elza, a base governista estava ali para derrotar Ronei. E conseguiu.
Ronei vai à tribuna e pede para os vereadores rejeitarem a emenda proposta pelo governista Silvio Brito (PDT), para que não prejudicasse a do vereador Paulo Hadich, que, além de contemplar o pedido de Brito - exigência de CNPJ às associações - listava uma série de requisitos mínimos para a celebração dos convênios, exigências estas da própria Prefeitura para com as entidades assistenciais.
Elza, que sempre faz suas colocações sentada, pede a palavra e caminha calmamente até a tribuna. O discurso começa lento e progride aos poucos. No auge, começa a criticar a postura de Ronei.
"Está na hora de parar de posar como se fosse só você o salvador da pátria, o que luta pelo povo. Você ainda tem muito o que crescer politicamente", diz em voz alta a líder do governo Félix.
Ronei exaspera-se; pede, ao fim do discurso de Elza, palavra ao presidente da sessão - naquele momento, Farid - e diz que quer saber o que a vereadora quis dizer com aquela frase "crescer politicamente". "A senhora parece que quer ganhar sempre no grito!", grita o petista.
Temendo o desgoverno da discussão, Farid intervém e pede para encerrar a discussão. Nilce Segalla (PDT) ergue-se e diz. "Senhores vereadores, vamos manter os ânimos, até porque há uma corregedoria nesta casa".
Eliseu, que voltou nesta hora ao plenário, passou a presidência para Cortez e foi até a tribuna defender o projeto do prefeito Sílvio Félix. Criticou a emenda de Hadich.
"Se quisermos matar o projeto, então vamos aprovar o projeto do senhor", disse ao delegado. Lembrou que exigir auto de vistoria do Corpo de Bombeiros às associações é um absurdo e que as regras do convênio serão fiscalizadas pelo TCE (daí a citação a este jornalista, mencionada no post abaixo).
Mário Botion (PR) criticou e disse que votaria contra o projeto, e não contra as associações de bairro.
Disse que, do jeito que estava, o projeto era genérico demais e previa passar atribuições às associações de bairro que a Prefeitura tem capacidade para fazer.
Aproveitando-se politicamente do discurso de Botion, Cortez disse que jamais votaria contra as associações de bairro.
Resultado: 9 a 4 a favor do projeto; com a aprovação da emenda de Brito, ficou prejudicada a de Hadich, que lamentou. "Não esperava que minha emenda causasse essa celeuma toda. Vou para casa sem entender porque usaram dois pesos e duas medidas", numa referência às exigências impostas pela Prefeitura às entidades assistenciais e que não valerão às associações de bairro.
Faltava ainda o último troco de Elza a Ronei. O petista apresentou emenda pedindo para que um balancete das associações, descrevendo toda a prestação de contas, fosse publicado no Jornal Oficial.
Para explicar os motivos, Ronei foi a tribuna e passou a discursar sobre o princípio da publicidade na administração pública. Numa espécie de boicote, a ala governista desapareceu do plenário, tanto que, em determinado momento, Eliseu interrompeu a fala do petista pedindo para que os vereadores retornassem ao plenário e dessem quórum mínimo para que a sessão continuasse. Carlinhos Silva voltou, com cara de quem apenas estava ali para que a sessão prosseguisse.
Quando a emenda foi posta em votação, a ala governista voltou em peso ao plenário. Aí foi fácil a vitória. À frente, Sílvio Brito, autor da emenda criticada pelo petista, foi o primeiro a se levantar para impor a derrota à Ronei.
Não importava o conteúdo da emenda. Sob comando de Elza, a base governista estava ali para derrotar Ronei. E conseguiu.
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Elza e Ronei - parte 1
Elza Tank e Ronei Martins foram, mais uma vez, protagonistas da mais áspera discussão da noite.
Começou já na leitura de dois requerimentos apresentados pelo petista, relativos ao setor de transporte público, considerado por muitos como o "calcanhar de Aquiles" do prefeito Sílvio Félix.
No primeiro, Ronei pediu cópias dos editais da licitação vencida pelas viações Limeirense e Rápido Sudeste, sob a justificativa de que é preciso os vereadores conhecerem as regras para que pudessem fiscalizar se a Prefeitura mantém tratamento igualitário às empresas - o sindicato dos motoristas e cobradores vê cobrança apenas sobre a Rápido Sudeste.
Elza pediu a fala, e, no discurso, solicitou para que o petista passasse mais paz em seus requerimentos.
No segundo requerimento, Ronei queria informações sobre o porque da demora da Prefeitura em implantar a setorização das linhas do transporte coletivo.
A petebista: "Estávamos pensando em votar contra, mas fiquei pensando após ouvir suas justificativas". Depois, conduziu a bancada governista a deixar passar o requerimento do petista.
Começou já na leitura de dois requerimentos apresentados pelo petista, relativos ao setor de transporte público, considerado por muitos como o "calcanhar de Aquiles" do prefeito Sílvio Félix.
No primeiro, Ronei pediu cópias dos editais da licitação vencida pelas viações Limeirense e Rápido Sudeste, sob a justificativa de que é preciso os vereadores conhecerem as regras para que pudessem fiscalizar se a Prefeitura mantém tratamento igualitário às empresas - o sindicato dos motoristas e cobradores vê cobrança apenas sobre a Rápido Sudeste.
Elza pediu a fala, e, no discurso, solicitou para que o petista passasse mais paz em seus requerimentos.
No segundo requerimento, Ronei queria informações sobre o porque da demora da Prefeitura em implantar a setorização das linhas do transporte coletivo.
A petebista: "Estávamos pensando em votar contra, mas fiquei pensando após ouvir suas justificativas". Depois, conduziu a bancada governista a deixar passar o requerimento do petista.
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