Notícias sobre Justiça, leis e a sociedade: fatos e análises.

quinta-feira, 19 de março de 2015

A nova aposta de Félix

A curta passagem de Constância Félix na Assembleia Legislativa, que coincidiu com um período terrível para o governo Hadich, que enfrenta a pior epidemia da dengue na história de Limeira, serviu para seu marido, Silvio Félix, além de voltar à cena política com aparições em solenidades oficiais, projetar esperanças para a eleição de 2016.

Impossibilitado de disputar qualquer cargo eletivo, no mínimo, até 2020, por efeito da cassação imposta pela Câmara Municipal em 2012, afora os inúmeros processos de improbidade que podem lhe render enquadramento na Lei da Ficha Limpa, Félix mantém planos de reabilitar seu nome, por outras vias, no cenário eleitoral, mesmo respondendo a várias ações criminais na Justiça, com possibilidade de punições pesadas em caso de condenação.

Para isso, além de contar hoje na Câmara com aliados de outros tempos, como Silvio Brito e Nilton Santos, Félix aproveitou a estadia de Constância na Assembleia para pôr em cena outro membro de seu clã: o filho, Murilo Félix.

Murilo participou, nas últimas semanas, de várias reuniões de Constância com autoridades do Estado, sempre ao lado dos pais.

Há quem diga que o plano de Silvio, caso ele não saia candidato a nada no ano que vem, é lançar o filho. Não se sabe como candidato a prefeito ou a vereador. A aposta maior é na primeira opção.

O único problema é que o filho também responde a algumas ações na Justiça junto com o pai. A diferença é que ele não tem problemas de elegibilidade, ao contrário do pai.

Direta ou indiretamente, Félix estará na corrida eleitoral de 2016.

Quem diria!

* Crédito da foto: perfil de Constância Félix no Facebook

Vai ter ovo, criançada! Mais barato do que no ano passado

Ex-secretário de Educação, José Claudinei Lombardi, até tentou implementar a ideia de que o ovo de Páscoa para crianças da rede municipal não era importante, porque necessário tirar essa visão que remete ao capitalismo e materialismo, essas coisas.

Mas, após uma enxurrada de críticas no primeiro ano, o governo de Paulo Hadich entendeu que o ovo de Páscoa é importante, especialmente às crianças de baixa renda, porque essas coisas de capitalismo e materialismo crianças de pouca idade não dão a mínima bola.

Assim, a Prefeitura está contratando a empresa Dodavana Max Eireli, no valor total de R$ 109.200,00, para fornecer ovos de Páscoa à merenda escolar municipal. A homologação saiu no Jornal Oficial desta quinta-feira (19.mar.15).

Valor, aliás, significativamente menor do que o pago na aquisição de ovos no ano passado, quando a Prefeitura fechou contrato com a empresa TB Dalfré por mais de R$ 230 mil.

Convém lembrar que o Ministério Público, a partir de representação do vereador José Roberto Bernardo (PSD), o Zé da Mix, investiga eventual superfaturamento nessa aquisição de 2014, em inquérito civil.

Mas isso é papo de adulto.

Vai ter ovo, criançada, e isso é o que importa para vocês!

terça-feira, 17 de março de 2015

Redução de comissionados, que nada! Dá-lhe nomeações...

A ideia ventilada pelo prefeito Paulo Hadich no calor das discussões sobre a taxa de iluminação pública, no final do ano passado, de redução de comissionados parece, ao que tudo indica, que ficou na gaveta.

Por ora, as nomeações de cargos de confiança no Jornal Oficial prosseguem de vento em popa.

Só nesta terça-feira, foram publicadas mais quatro nomeações.

Todas na Secretaria de Relações Institucionais e Direitos Humanos, pasta criada por Hadich na reforma administrativa no ano passado, cujo funcionamento foi cobrado pelo PT no início do ano.

A pasta é chefiada pelo vice Antônio Carlos Lima e, pelo número de divulgações de atos da pasta pela Secretaria de Comunicação Social, deve começar a funcionar agora.

Ao menos um dos nomeados hoje é uma indicação do PT, o mesmo que cobrou o funcionamento da pasta. Trata-se de um servidor ligado ao vereador Ronei Martins, que perdeu o cargo na Câmara após a mudança na Mesa Diretora.

Aliás, Hadich alocou, só neste mês, três fiéis aliados de Ronei na Prefeitura.

Mas vamos voltar ao assunto do começo do texto, a redução de funcionários comissionados.

Redução?

segunda-feira, 16 de março de 2015

Hora da sinceridade

Pedir desculpas deveria ser um gesto simples e espontâneo, mas é cercado de complicações.

Se na cultura japonesa é mais do que uma questão de educação – é um pilar da cultura local -, na brasileira o gesto esbarra nas consequências do que pode vir a ser um reconhecimento de falha.

Na esfera governamental, pedir desculpas equivale, muitas vezes, a um suicídio político e a certeza de oferecer a um adversário ferramentas que serão utilizadas contra ele próprio em hora conveniente.

A revolta que levou ontem brasileiros às ruas e o sentimento antipetista que aflorou na última eleição e, pelo jeito, só cresce, decorrem em grande parte de erros comportamentais do próprio PT no governo.

Em 2005, em meio ao escândalo do mensalão, Lula foi à TV pedir desculpas ao povo brasileiro, dizendo que era necessário tomar medidas drásticas para evitar que situações como aquela continuassem a se repetir no futuro. Na época, o PT expulsara Delúbio Soares, numa tentativa de mostrar que cortava da própria carne.

O tempo encarregou-se de mostrar que nenhum dos gestos foi verdadeiro. Lula deixou a presidência dizendo que passaria a vida inteira desmascarando o mensalão, já julgado pela Justiça. Delúbio foi reintegrado ao partido. E, a julgar pelo que vemos na Petrobras, situações até piores do que o mensalão continuaram a ocorrer.

A campanha de Dilma no ano passado aumentou a percepção de fingimento.

Marina foi destruída por uma peça publicitária terrorista, feita pelo PT, que a associava aos banqueiros, para mais tarde a presidente reeleita ir a um banco buscar seu ministro da Fazenda.

As primeiras medidas tomadas para mudar o cenário econômico que seu próprio governo criou se encaixam mais no que Dilma dizia que seus adversários fariam do que naquilo que ela dizia que faria.

Some isso à montagem de um ministério com pessoas que, até ontem, demonizavam o PT, o que, naturalmente, criou constrangimento com seu próprio partido.

Adicione, a seguir, o discurso desastrado da presidente no último dia 8, quando pediu paciência aos brasileiros sem oferecer nenhuma palavra ou ação enérgica contra a lama descoberta na Petrobras comandada por seu partido.

Convenhamos: para que o trabalhador tenha paciência recebendo a conta de energia, em média, 24% mais cara e pagando gasolina mais cara, é preciso oferecer algo.

Se Dilma não tem nada a mostrar de ações exemplares contra corruptos e corruptores, ao menos poderia pedir desculpas e reconhecer que seu governo errou na condução da economia nos últimos anos.

Ao não fazer nem um nem outro, ela própria alimenta o discurso – legal dentro da democracia, mas sem razão jurídica, por ora – do impeachment.

Passou da hora de um pedido de desculpas mais sincero.

* Artigo publicado pelo editor originalmente na Gazeta de Limeira edição de 16-3-15

sábado, 14 de março de 2015

Documentos apresentados por assessor de Hadich têm vícios que impedem filiações ao PSDB, diz MP

O Ministério Público (MP) emitiu parecer desfavorável ao pedido de Wagner Barbosa, assessor de gabinete do prefeito Paulo Hadich, para que o PSDB de Limeira filiasse 290 nomes que o apoiariam na convenção da sigla, adiada para maio.

O promotor Carlos Paulo Travain Filho apontou que os fatos elencados pela defesa da comissão provisória do PSDB limeirense demonstram que Wagner não tem direito líquido e certo no pedido das filiações.

Segundo o promotor, diversos documentos apresentados por Wagner mostram vícios que impedem a filiação.

Como exemplo, cita que há incongruência dos dados qualificativos de algumas das pessoas - até mesmo do número do título do eleitor -, além da possibilidade de caracterização de dupla filiação de outros.

Para analisar tais questões, segundo a Promotoria, seria necessária instrução probatória ampla e individualizada, para se verificar o cabimento de cada uma das filiações solicitadas.

No entanto, esse procedimento não pode ser feito ou discutido num mandado de segurança, ação ajuizada pelo assessor de Hadich.

O MP elenca também que a comissão provisória do PSDB de Limeira demonstrou que houve apreciação dos pedidos de filiação em tempo oportuno, o que afasta a tese defendida por Barbosa.

Outro ponto é que também ficou demonstrado que há vedação estatutária pelo partido para filiação em bloco, limitada a 20 pessoas por mês.

O parecer já foi enviado à Justiça e o processo está concluso para sentença do juiz da 2ª Vara Cível, Rilton José Domingues.

* Crédito da imagem: Câmara Municipal de Limeira

quinta-feira, 12 de março de 2015

Votação de contas rejeitadas mostrará quanto Félix influi na Câmara de Limeira

A Câmara Municipal de Limeira já está de posse do parecer desfavorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE) às contas da Prefeitura de Limeira relativas ao exercício de 2011, quando Silvio Félix estava à frente do Edifício Prada.

O TCE reprovou as contas em novembro de 2013 e apontou, entre outras coisas, grave descontrole no setor de tesouraria e inúmeras irregularidades em licitações.

Félix ingressou recurso, mas o TCE manteve seu entendimento, em acórdão assinado em 3 de fevereiro deste ano.

A Câmara publicou, na edição desta quinta-feira (12.mar.15) do Jornal Oficial, o parecer prévio do TCE.

Logo mais, o assunto vai para o plenário.

Aí teremos uma noção do quanto Félix, cassado em 2012, ainda influi na Câmara.

O atual secretário de Administração e Finanças do Legislativo é Silvio Brito, que permaneceu com Félix até o fim de seu mandato.

Brito participou ativamente das articulações que levaram Nilton Santos à presidência da Câmara. Nilton foi ex-diretor de Habitação na gestão de Félix.

O ex-prefeito se aproximou de Totó do Gás, que indicou a ex-primeira dama, Constância Félix, para ser homenageada pela Câmara pelo Dia da Mulher.

Caso a Câmara siga o entendimento do TCE, é mais uma dor de cabeça para Félix em termos de elegibilidade, já que contas rejeitadas são passíveis de questionamento a registros de candidaturas, pela Lei da Ficha Limpa.

Mas a Câmara pode ignorar o parecer do TCE e aprovar as contas de Félix.

A votação deve ocorrer em breve.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Ah, se fosse o Tigrão...

Para ironizar algumas situações relacionadas ao novo presidente da Câmara, Nilton Santos, o ex-presidente da Casa, vereador Ronei Martins (PT) começou a adotar, em seus perfis no Facebook, a expressão "Ah, se fosse o Ronei...", num indicativo de que sua gestão sofria muito mais desgaste do que a de Nilton.

Na sessão desta noite, André Henrique da Silva (PMDB), o Tigrão, ficou inconformado com a exposição feita por Sidney Pascotto (PSC), o Lemão da Jeová Rafá, que quer repúdio do Legislativo a Ronei, por ironias feitas ao colega Totó do Gás, acusado pelo petista de manter criadouro de dengue em seu imóvel.

Tigrão levantou-se da cadeira, dizendo que estava cansado daquilo, que havia tomado um gancho de dez dias por muito menos.

Tigrão falou que tinha nojo da Câmara e fez ironia, em rede social, com a morte de Eduardo Campos. Pegou dez dias de suspensão.

Ronei reiterou uma acusação grave contra um colega e fez ironia, em rede social, com a situação que envolve dengue, que está matando gente.

Ah, se fosse o Tigrão...

* Crédito da imagem: Câmara Municipal de Limeira

PSC quer que a Câmara repudie declaração de Ronei contra Totó do Gás

A sessão da Câmara deve esquentar logo mais.

Integrante da Mesa Diretora e líder da bancada do PSC, Sidney Pascotto, o Lemão da Jeová Rafá, apresentou hoje uma moção de repúdio da bancada do PSC ao vereador Ronei Martins (PT), pelas declarações consideradas levianas postadas em seu perfil na rede social Facebook contra o vereador José Couto de Jesus (PSC), o Totó do Gás.

Como soubemos, Ronei ironizou Totó, dizendo que ele assinou a CPI da Dengue enquanto mantinha, em seu imóvel, criadouro da dengue.

A moção será votada no plenário.

Luta coletiva

Um acompanhamento do Dia D, realizado (ainda que tardiamente) na última sexta-feira, rende várias percepções sobre o modo como os limeirenses tratam a questão da dengue.

A primeira conclusão, óbvia, mas fortemente evidenciada no Dia D, é que parcela expressiva da população deposita toda responsabilidade do combate somente à Prefeitura.

O mutirão, planejado para ser um marco simbólico e com o objetivo de mobilizar toda a comunidade, concentrou esforços nos bairros onde há maior registro de casos – uma vez que seria impossível passar em todos.

Mesmo assim, o que se ouviu de muita gente foram críticas porque o mutirão não passou em seu bairro.

A amostragem feita pelo Dia D mostra um panorama que não permite aos limeirenses apenas culparem o Executivo pela inação.

Um em cada seis imóveis tinha criadouro do mosquito, confirmando a tese de que o maior perigo está nos quintais das residências.

Evidente que o poder público precisa dar exemplo, cuidar dos próprios municipais e intensificar a limpeza desses espaços. Mas não dá para os limeirenses, de forma geral, se eximir de suas responsabilidades.

Outro dia, um conhecido cobrava atitudes do prefeito contra a dengue. Falei a ele que o melhor seria vistoriar as imediações de seu espaço e eliminar possibilidades de criadouro. Ele me disse que já o fez, mas que outros ao redor não faziam.

Expliquei-lhe que deveria conversar com os vizinhos. Dali, passou a reclamar do mato alto de locais públicos nas redondezas. Esclareci que mato alto não é criadouro do mosquito. Mas as garrafas e objetos jogados são, ele diz. Sim, respondi, mas quem os coloca ali?

É compreensível a revolta das pessoas que contraíram a doença ou que perderam familiares por causa dela. É importante discutir, sim, se as ações de prevenção foram feitas lá atrás ou não, se a Prefeitura deveria intensificar nebulização ou não, aplicar fumacê ou não.

Tudo isso pode contribuir para ações futuras, no intuito de evitar epidemias no próximo ano.

Agora, a comunidade deve se concentrar na luta contra o mosquito.

Xingar esse ou aquele não tem resultado prático.

Revolta contra aquele ou esse governante deve ser demonstrada no campo adequado, no voto. Não estamos em momento de corrida eleitoral, mas no meio de uma luta coletiva de saúde pública.

Se o Dia D foi incapaz de atender às expectativas da população, pelo menos serviu para demonstrar que, enquanto reclamamos, criadouros estão por aí, trazendo risco às pessoas, esperando alguém para eliminá-los.

Quem vai removê-los? Podemos esperar o poder público, mas é mais fácil agirmos no nosso espaço e cobrar, incisivamente, a Prefeitura, em relação aos espaços dela.

Essa ajuda mútua pode salvar vidas.

* Artigo originalmente publicado na Gazeta de Limeira edição de 9-3-15

** Crédito da imagem: Prefeitura de Limeira

domingo, 8 de março de 2015

Governo Hadich e a ponte desabada de Indiana Jones



Há uma cena clássica no filme (igualmente clássico) Indiana Jones e o Templo da Perdição que, alegoricamente, remete à batalha do governo Paulo Hadich contra o mosquito da dengue.

Após cortar uma ponte ao meio, Indiana, interpretado magnificamente pelo ator Harrison Ford, tenta se salvar subindo pelos degraus de madeira.

Quando sobe dois lances, um sujeito despenca e ele volta quatro, para recomeçar a subida.

Enquanto o governo tenta mostrar ação contra o mosquito transmissor da dengue, como no Dia D, as mortes suspeitas pela doença vão acontecendo - uma outra foi registrada neste sábado, uma jovem de apenas 14 anos.

O Dia D é como a subida de dois lances, e as mortes suspeitas são, metaforicamente, os sujeitos que o fazem retroceder.

Em meio a cada queda, cresce a revolta e a indignação das pessoas em geral.

Sim, se vocês assistiram o filme, vão se lembrar que, enquanto Indiana tenta subir a escada desabada, do outro lado, um monte de gente atirava flechas para acertá-lo.

A ficção é a realidade, muitas vezes.

Indiana se salvou, mas perdeu duas das três pedras que ele deveria trazer a local seguro.

Com 3.401 casos confirmados, 1 morte registrada e outras tantas suspeitas, mais 5,6 mil pessoas aguardando resultado de exames e a perspectiva sinistra de que os meses de março e abril são os piores, não há cenário melhor para descrever a situação de Limeira como a ponte desabada de Indiana.

A ponte já caiu.

As flechas estão sendo atiradas.

Como o governo Hadich sairá dela e quantas pedras terá perdido?

sexta-feira, 6 de março de 2015

Esforço do Prada para desidratar CPI da Dengue tem êxito

Mais de uma semana após sua instalação, a CPI da Dengue produziu, até agora, somente um ruído no Facebook entre os vereadores Ronei Martins e Totó do Gás.

Enquanto isso, Mayra Costa (PPS), agora integrante de bloco governista, levou o secretário da Saúde, Luiz Antônio da Silva, para falar sobre o assunto, em esforço que teve o apoio do Edifício Prada, servindo para estimular a tese de que a CPI não era necessária.

A CPI da Dengue terá no comando dois vereadores que não tiveram interesse em criar a CPI. Se não tiveram o interesse de investigar, qual o interesse em ocupar a presidência e a relatoria?

Mal começou e o vereador José Roberto Bernardo (PSD), Zé da Mix, já fala em apresentar relatório paralelo.

A tática do Edifício Prada de desidratar a CPI da Dengue vai de vento em popa, e com sucesso.

O desembarque de Zeuri do governo Hadich

Mauro Zeuri, ex-coordenador da campanha de Paulo Hadich na eleição de 2012, vai deixar o barco do Edifício Prada.

Ele saiu de férias e não deve voltar. Quem deve substituí-lo na Secretaria de Gestão Estratégica é André Basso.

A saída de Zeuri é simbólica, por vários aspectos.

Ele era um dos pilares da administração. Sua pasta, no início do governo, era tratada como uma espécie de "Casa Civil" do governo Hadich.

Zeuri chegou desejando implantar uma sala de gestão onde coordenaria todas as demais pastas. Trouxe, para isso, uma funcionária de Hortolândia.

A servidora acabou processada no episódio do supersalário e já deixou a Prefeitura faz tempo.

A sala de gestão nunca saiu do papel.

Zeuri coordenou as audiências do orçamento participativo, projeto inédito em Limeira.

No primeiro ano, houve uma superdivulgação.

Nos anos seguintes, pouco se fala no assunto.

Zeuri foi processado e responde à ação por dano ao erário em Rio Claro até hoje.

Assunto que, por pouco, não rendeu uma CPI das Consultorias em Limeira.

Zeuri coordenou a reforma administrativa, cujo legado pouco apareceu ainda (sim, é um projeto a longo prazo e que depende de continuidade administrativa).

Rendeu, sim, três ações do MP que, por entendimento da Justiça, não prosperaram porque feitas diferente - poderiam ser ações civis públicas próprias, e não descumprimento de TACs. Assunto ainda pendente na Justiça.

Zeuri era, depois de Antônio Carlos Lima, o nome mais forte do PT dentro do Edifício Prada.

Antes dele, José Claudinei Lombardi, também ligado ao PT, decidiu sair.

A saída de Zeuri desidrata ainda mais a participação do PT no governo Hadich.

Apimenta a discussão, já tratada internamente, sobre eventual ruptura adiante para lançamento de candidato próprio a 2016, uma vez que Hadich trata o PR de Lombardi com banquete e estimula um assessor a trazer o PSDB para o grupo onde há o PT.

Lima é o que representa o PT hoje na Prefeitura.

Até quando é hoje a pergunta mais feita nos bastidores políticos de Limeira.

* Crédito: Prefeitura de Limeira

quarta-feira, 4 de março de 2015

Constância aproveita mandato para fustigar, infernizar e dar o troco no prefeito Paulo Hadich

A deputada Constância Félix aproveita seu rápido mandato na Assembleia Legislativa para fustigar, de qualquer jeito, o governo de Paulo Hadich, que era o delegado de plantão quando ela foi conduzida à prisão em novembro de 2011.

Há cerca de dez dias, Constância usou a tribuna para abordar a questão da dengue que, segundo ela, já teria passado de 20 mil casos - os registros confirmados, até o momento, ainda não chegaram a 3 mil.

Outro dia, voltou a alfinetar o governo de Limeira durante audiência em que participou o secretário estadual de Saúde, David Uip, quando trouxe ao evento a questão da doença na cidade.

Na semana passada, ela falou sobre a situação dos centros comunitários de Limeira, que voltou à pauta após um levantamento feito pelo vereador José Eduardo Monteiro Júnior (PSB), o Jú Negão, a quem ela, evidentemente, rasgou elogios.

Convenhamos: o drama dos centros comunitários é real, não é de hoje, mas é assunto típico de natureza local, que não tem nada a ver com os assuntos discutidos na Assembleia Legislativa, que é de âmbito estadual.

Ademais, os centros comunitários jamais foram "brincos" na administração do marido de Constância, Silvio Félix.

Em resumo, é discurso em local errado e, claramente, um troco meramente político.

Na segunda-feira, Constância voltou a criticar Hadich na Assembleia, desta vez pelo impasse quanto a construção de uma escola estadual no Jardim Lagoa Nova, obra que, segundo ela, teria sido devolvida pelo prefeito ao Estado.

Em tempo: Hadich não atendeu ao pedido de reunião feito por Constância. Segundo ela, teria proibido os secretários de recebê-la.

Dá para entender suas razões.

O mandato de Félix, digo, Constância, termina dia 15.

* Ampliação de nota originalmente publicada na coluna do autor na Gazeta de Limeira edição de 4-3-15

* Crédito da imagem: Divulgação

domingo, 1 de março de 2015

Em respeito às vítimas e como resposta ao pânico, Hadich deveria antecipar Dia D contra dengue

Com 2.237 casos confirmados, 4.931 notificações suspeitas de dengue e 1 morte confirmada - levantamento oficial da Prefeitura -, Limeira se assusta cada dia mais com a evolução da dengue.

Embora ainda sem confirmação laboratorial, a morte de uma mulher, cuja suspeita de familiares e conhecidos recai sobre a doença, revoltou muitos limeirenses neste sábado (28.fev.15).

O momento é doloroso para familiares de todas as vítimas que aguardam resultado de exames. É compreensível o sentimento de impotência e indignação.

Por tudo isso, em respeito às vítimas e a população que está visivelmente abalada com os efeitos terríveis da epidemia, o prefeito Paulo Hadich tem condições de rever e antecipar a data prevista para o chamado "Dia D" que a Prefeitura está organizando para a próxima sexta-feira, dia 6.

Discutir se a Prefeitura é negligente ou não é um assunto amplo, que pode levar a crenças subjetivas que, no momento, de forma prática, não vão reduzir em nada o número de casos nem evitar mais mortes.

Se as pessoas estão revoltadas com este ou aquele político, a melhor forma de mostrar essa revolta é não dar lhe crédito algum quando este voltar a pedir voto em pleitos futuros.

Agora, o que pode mudar a realidade imediata da dengue são as ações práticas e a sociedade não pode, apenas, botar a culpa na Prefeitura. Tem, sim, obrigatoriamente, de fazer sua parte e cobrar.

Até o dia 6, os números de casos confirmados devem aumentar ainda mais. E as especulações sobre a veracidade deles também.

De qualquer forma, a grande ofensiva contra a dengue mostra-se urgente.

É evidente que a população não precisa esperar até o dia 6 para combater eventuais criadouros do mosquito.

Mas o Poder Público também não precisa esperar até o dia 6 para coordenar um grande movimento civil contra a doença.

* Crédito da imagem: Adilson Silveira/Prefeitura de Limeira

Às vésperas de CPIs, Totó do Gás é saudado pelo casal Félix na Assembleia

Aliado de primeira hora de Paulo Hadich (PSB), logo após a eleição de 2012, o vereador José Couto de Jesus (PSC), o Totó do Gás, experimenta, pela primeira vez, a sensação de descolamento ao atual prefeito.

Há duas semanas, Totó do Gás assinou requerimento que criava a CPI da Dengue.

Na última semana, Hadich começou a fazer cortes de comissionados na Prefeitura e, curiosamente, como mostrou a jornalista Érica Samara da Silva na Gazeta de Limeira, foram atingidas pessoas indicadas por Totó e Jú Negão, dois dissidentes.

Na quinta-feira, Totó do Gás apareceu na Assembleia Legislativa de São Paulo ao lado do ex-prefeito Silvio Félix, adversário político de Hadich, como mostra a imagem acima.

Naquele momento, a deputada Constância Félix, ex-primeira-dama que foi presa há três anos e responde a ações na Justiça, tomou a palavra na tribuna e saudou a presença do vereador limeirense, momento em que este, ao lado de Félix, acenou de volta à Constância.

A deputada parabenizou Totó por apresentar um projeto de lei na Câmara Municipal que cria academias de ginástica ao ar livre. Assista a íntegra do vídeo aqui.

Na sexta-feira, um dia depois, Totó se juntou a Jú Negão e começou a articular uma nova CPI, a da Hora Park, com o objetivo de investigar denúncias de irregularidades no contrato, iniciado na gestão de Félix e ampliado na de Hadich.

* Crédito da imagem: Reprodução TV Alesp