Não deu outra. Quintal abusou de lembrar Félix como "ficha suja" no programa da TV de hoje.
Vai colar? Não sei. As pesquisas disponíveis mostram que os eleitores têm rejeição aos candidatos "fichas sujas", mas acho isso um tanto superficial. Daí a mudar seu voto são outros quinhentos. Mas é uma linha que pode ser batida pela oposição.
Até onde der. É bom lembrarmos que, em São Paulo, Marta conseguiu brecar na Justiça a associação de seu nome ao rótulo da "sujeira". Creio que após o programa de hoje a campanha de Félix também irá se mobilizar para barrar os abusos.
Félix é réu em três casos gravíssimos de improbidade administrativa denunciados pelo MP. Em um deles já foi condenado, a do nepotismo ao empregar a esposa na presidência do Ceprosom. A ação do caso Unifarma já teve liminar reconhecendo indícios de irregularidades. E a merenda então, nem se fala. Tá pra existir algum órgão que APROVE a licitação e o contrato, além da Prefeitura.
É interessante sabermos como Félix vai lidar com este rótulo. De imediato, posso afiançar que nem entrevista ele quis dar aos jornais sobre o fato.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Justiça tarda, mas não...
Numa época em que autoridades sequer pensavam num plano diretor que orientasse o crescimento sustentável, a década de 90 ficou marcada em Limeira pela explosão demográfica surgida com o excessivo número de loteamentos.
Sem regras claras e controle por parte do Executivo, loteadores criavam espaços sem autorização alguma de órgãos competentes ou conhecimento ambiental. Resultado: tramitam na Justiça dezenas de ações civis públicas movidas pelo Ministério Público pedindo a condenação desses loteadores e, claro, do Município, por sua postura omissiva.
Um desses casos foi sentenciado recentemente e condena os dois, loteador e Município, a regularizar o espaço e a reparar danos ambientais. Leia mais aqui. Fica a lição para os que ainda querem fazer as coisas ao arrepio da lei. E o que tem de ação que ainda não foi julgada...
Sem regras claras e controle por parte do Executivo, loteadores criavam espaços sem autorização alguma de órgãos competentes ou conhecimento ambiental. Resultado: tramitam na Justiça dezenas de ações civis públicas movidas pelo Ministério Público pedindo a condenação desses loteadores e, claro, do Município, por sua postura omissiva.
Um desses casos foi sentenciado recentemente e condena os dois, loteador e Município, a regularizar o espaço e a reparar danos ambientais. Leia mais aqui. Fica a lição para os que ainda querem fazer as coisas ao arrepio da lei. E o que tem de ação que ainda não foi julgada...
Técnico é admitido na Prefeitura sem estar na lista de aprovados em concurso
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) descobriu coisas estranhas numa auditoria feita na Prefeitura. Um técnico em geomática foi admitido sem seu nome estar relacionado na lista de aprovados homologada pelo Edifício Prada. E, em outro caso, o 4º colocado foi chamado antes da 3ª. Muito estranho... Leia mais aqui
Ex-diretores da Lua têm 5 dias para pagar R$ 647 mil
Mais de dez anos depois, a Volkswagen ainda quer reaver dinheiro dos diretores da Lua Automóveis, sua antiga revendedora em Limeira, aquela mesma do golpe do consórcio "vip". Um juiz da Capital deu cinco dias de prazo para que o casal Terezinha Curti Kemmer e Walter Ney Kemmer depositem R$ 647,6 mil. Terezinha era a diretora financeira da concessionária. Leia mais aqui.
sábado, 20 de setembro de 2008
Juiz rejeita ação contra Mix e Gardinali
O juiz da 4ª Vara Cível de Limeira, Marcelo Ielo Amaro, julgou improcedente ação de indenização movida pelo Clube dos Cavaleiros contra a TV Mix e o apresentador Thiago Gardinali por uma reportagem onde foi abordado o mundo do rodeio.
Amaro isenta a reportagem de enviesamento: ".... basta o exame (...) para constatar que se retrata de relato do que ocorre insistente, sistematicamente, em rodeios, informando a forma como são tratados os animais para lhes extrair melhor performance para o 'show'" .
Outro trecho: "Há interessante entrevista de profissionais envolvidos com o tema, alertando sobre a necessidade de se manter limites técnicos e éticos para evitar o sofrimento desnecessário e cruel dos animais".
E uma ressalva: "Há de se compreender a imprensa como meio de se exercer a liberdade e a democracia constitucionalmente tuteladas, e para tanto há de se preservar, de interesse social, os referenciais da Constituição Federal e da Lei de Imprensa".
Acho engraçado o Clube dos Cavaleiros. No auge do impasse judicial sobre o local da festa desse ano (prolongado apenas por uma insistente teimosia da entidade, mais tarde revelada infrutífera), os diretores do Clube reclamaram da cobertura feita pela Gazeta (leia-se minhas reportagens) na questão do imbróglio judicial.
Diziam que, sendo uma empresa, consideravam-se prejudicados. Não entendo. Organizar uma festa para 40 mil pessoas é de interesse público. Noticiar os fatos que correm na Justiça sobre o mesmo evento, não, na visão deles. E aí ficam com essa mania de perseguição quando é feita uma matéria jornalística a respeita dos rodeios.
Fico com a citação do juiz sobre a importância da imprensa.
Amaro isenta a reportagem de enviesamento: ".... basta o exame (...) para constatar que se retrata de relato do que ocorre insistente, sistematicamente, em rodeios, informando a forma como são tratados os animais para lhes extrair melhor performance para o 'show'" .
Outro trecho: "Há interessante entrevista de profissionais envolvidos com o tema, alertando sobre a necessidade de se manter limites técnicos e éticos para evitar o sofrimento desnecessário e cruel dos animais".
E uma ressalva: "Há de se compreender a imprensa como meio de se exercer a liberdade e a democracia constitucionalmente tuteladas, e para tanto há de se preservar, de interesse social, os referenciais da Constituição Federal e da Lei de Imprensa".
Acho engraçado o Clube dos Cavaleiros. No auge do impasse judicial sobre o local da festa desse ano (prolongado apenas por uma insistente teimosia da entidade, mais tarde revelada infrutífera), os diretores do Clube reclamaram da cobertura feita pela Gazeta (leia-se minhas reportagens) na questão do imbróglio judicial.
Diziam que, sendo uma empresa, consideravam-se prejudicados. Não entendo. Organizar uma festa para 40 mil pessoas é de interesse público. Noticiar os fatos que correm na Justiça sobre o mesmo evento, não, na visão deles. E aí ficam com essa mania de perseguição quando é feita uma matéria jornalística a respeita dos rodeios.
Fico com a citação do juiz sobre a importância da imprensa.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Serra não dará Fatec a Limeira
Limeira não receberá uma Faculdade de Tecnologia (Fatec). Pelo menos não no governo Serra (PSDB).
À uma comitiva de políticos e educadores limeirenses, o secretário de Desenvolvimento e vice-governador Alberto Goldman, foi taxativo: a Fatec não vem porque Limeira já ganhou um câmpus da Unicamp. Na avaliação tucana, tá bom demais para a cidade.
Contra pesa também o fato de haver ao redor de Limeira várias unidades, como Americana, Mogi Mirim e, futuramente, Piracicaba. Em tese, essas Fatecs absorvem os limeirenses interessados num curso de tecnologia.
Especialistas e educadores, porém, discordam. Por ser um vestibular nacional, os limeirenses terão de "suar" muito para conseguir obter uma vaga na Unicamp. Corre-se o mesmo risco de acontecer como o Ceset, também da Unicamp, onde só 10% dos estudantes são da cidade.
Nesse sentido, a Fatec seria mais acessível aos limeirenses e há demanda desses profissionais na cidade. Mas, convenhamos, seria muito esperar que Serra beneficie tanto Limeira.
À uma comitiva de políticos e educadores limeirenses, o secretário de Desenvolvimento e vice-governador Alberto Goldman, foi taxativo: a Fatec não vem porque Limeira já ganhou um câmpus da Unicamp. Na avaliação tucana, tá bom demais para a cidade.
Contra pesa também o fato de haver ao redor de Limeira várias unidades, como Americana, Mogi Mirim e, futuramente, Piracicaba. Em tese, essas Fatecs absorvem os limeirenses interessados num curso de tecnologia.
Especialistas e educadores, porém, discordam. Por ser um vestibular nacional, os limeirenses terão de "suar" muito para conseguir obter uma vaga na Unicamp. Corre-se o mesmo risco de acontecer como o Ceset, também da Unicamp, onde só 10% dos estudantes são da cidade.
Nesse sentido, a Fatec seria mais acessível aos limeirenses e há demanda desses profissionais na cidade. Mas, convenhamos, seria muito esperar que Serra beneficie tanto Limeira.
Simplificação ingênua
Candidato Osmar Lopes (PT) é ingênuo ao tentar desqualificar a pesquisa Limite/Gazeta tentando simplificá-la numa transformação numérica e dizendo que menos de mil eleitores ouvidos não representa o total do eleitorado limeirense.
Por essa ótica, os mil e poucos ouvidos pelo Datafolha, que mostraram o recorde de popularidade do presidente Lula, também não representariam o sentimento do País.
Como se vê, o PT vangloria-se quando lhe é favorável e desce lenha quando está por baixo. Toda a pesquisa é feita por amostragem e espelha o momento da consulta. Qualquer aluno que estude matemática sabe disso.
Seria interessante, se há dúvidas em relação ao percentual apontado - a pesquisa põe Lopes com 0,8% das intenções de voto, Osmar encomendar uma pesquisa a outro instituto e divulgar o resultado em seu programa. Certamente não o faz porque não aparece em posição privilegiada.
Ao que tudo indica, o PT recuará em termos de votação nesse ano. Em 2004, o candidato do partido, Wilson Cerqueira, teve uma votação expressiva, se comparada com pleitos anteriores. Foi muito bem votado, o que o credenciaria a pelo menos tentar uma vaga na Câmara, onde fortaleceria a oposição ao governo Félix. Mas a saúde de Cerqueira não o ajudou e ele preferiu ficar fora.
Por essa ótica, os mil e poucos ouvidos pelo Datafolha, que mostraram o recorde de popularidade do presidente Lula, também não representariam o sentimento do País.
Como se vê, o PT vangloria-se quando lhe é favorável e desce lenha quando está por baixo. Toda a pesquisa é feita por amostragem e espelha o momento da consulta. Qualquer aluno que estude matemática sabe disso.
Seria interessante, se há dúvidas em relação ao percentual apontado - a pesquisa põe Lopes com 0,8% das intenções de voto, Osmar encomendar uma pesquisa a outro instituto e divulgar o resultado em seu programa. Certamente não o faz porque não aparece em posição privilegiada.
Ao que tudo indica, o PT recuará em termos de votação nesse ano. Em 2004, o candidato do partido, Wilson Cerqueira, teve uma votação expressiva, se comparada com pleitos anteriores. Foi muito bem votado, o que o credenciaria a pelo menos tentar uma vaga na Câmara, onde fortaleceria a oposição ao governo Félix. Mas a saúde de Cerqueira não o ajudou e ele preferiu ficar fora.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Aprovação da Unicamp não foi fácil
Uma leitura atenta da ata do Consu da reunião de 27 de maio de 2008 mostra que a aprovação dos 8 cursos da Unicamp para 2009 não foi tão fácil assim, apesar de o placar, ao final, ter sido dilatado a favor do início das aulas.
No Consu, órgão de deliberação máxima, todos os votantes têm direito a expor seu ponto de vista. O reitor, autoridade maior, é quem inicia os trabalhos. Naquele dia, o professor José Tadeu Jorge fez uma longa explanação sobre todos os aspectos que deveriam ser lembrados pelos conselheiros na votação, do mais favorável ao mais trágico cenário possível.
Tadeu Jorge havia conseguido, nos meses anteriores, angariar a simpatia dos conselheiros para o início das aulas em 2009. Já tinha, portanto, a maioria. Mas todos os que pronunciaram aquele dia da votação tinham um consenso sobre um ponto: o câmpus seria inaugurado com inúmeras precariedades. E isso foi amplamente debatido na sessão.
Em resumo: todos foram unânimes em considerar que o câmpus começa meio "capenga". Mas a própria Unicamp admite que não há momento ideal para se começar um câmpus. O de Campinas, por exemplo: no início, os alunos ficavam espalhados em vários prédios da cidade até que as salas de aulas ficassem prontas.
Mesmo com tantos apontamentos, a Unicamp apostou suas fichas para 2009. Lançou o câmpus. Se a verba para a manutenção for escassa nos próximos anos, é o governo estadual que poderá sair "arranhado". É bom lembramos: o reitor ainda tem na gaveta o documento assinado pelo então governador Geraldo Alckimin se comprometendo financeiramente com a universidade.
A Unicamp assumiu sozinha o inicio das aulas. Por isso, quando alguém aparecer na campanha eleitoral se vangloriando de ter trazido a Unicamp para Limeira, lembre-se da ata: há muito mais implicações/considerações que demagogia.
No Consu, órgão de deliberação máxima, todos os votantes têm direito a expor seu ponto de vista. O reitor, autoridade maior, é quem inicia os trabalhos. Naquele dia, o professor José Tadeu Jorge fez uma longa explanação sobre todos os aspectos que deveriam ser lembrados pelos conselheiros na votação, do mais favorável ao mais trágico cenário possível.
Tadeu Jorge havia conseguido, nos meses anteriores, angariar a simpatia dos conselheiros para o início das aulas em 2009. Já tinha, portanto, a maioria. Mas todos os que pronunciaram aquele dia da votação tinham um consenso sobre um ponto: o câmpus seria inaugurado com inúmeras precariedades. E isso foi amplamente debatido na sessão.
Em resumo: todos foram unânimes em considerar que o câmpus começa meio "capenga". Mas a própria Unicamp admite que não há momento ideal para se começar um câmpus. O de Campinas, por exemplo: no início, os alunos ficavam espalhados em vários prédios da cidade até que as salas de aulas ficassem prontas.
Mesmo com tantos apontamentos, a Unicamp apostou suas fichas para 2009. Lançou o câmpus. Se a verba para a manutenção for escassa nos próximos anos, é o governo estadual que poderá sair "arranhado". É bom lembramos: o reitor ainda tem na gaveta o documento assinado pelo então governador Geraldo Alckimin se comprometendo financeiramente com a universidade.
A Unicamp assumiu sozinha o inicio das aulas. Por isso, quando alguém aparecer na campanha eleitoral se vangloriando de ter trazido a Unicamp para Limeira, lembre-se da ata: há muito mais implicações/considerações que demagogia.
PT erra na estratégia
O PT de Limeira precisa de renovação.
Dois episódios na semana passada mostram que o partido está anos-luz de ser encarado a sério pela população limeirense como alternativa de governo: o movimento grevista no transporte coletivo e o protesto dos servidores municipais, este último liderado pela presidente do sindicato da categoria, que é a esposa do candidato do PT à Prefeitura, Osmar Lopes.
Não quero aqui entrar no mérito das reivindicações, as quais considero justas numa democracia. Todos têm de lutar por seus direitos, e a greve é uma das maneiras previstas na Constituição. Portanto, respeito esse direito. Mas os dois movimentos, ao contrário de que julgam seus organizadores, são mais tiros no pé do que qualquer coisa.
Osmar não passa de 1% nas pesquisas da Limite/Gazeta, e provavelmente não passará disto se achar que se seu partido incendiar os motoristas a "pararem" o transporte da população vai tirar votos de Félix.
Pelo contrário, é o que Sílvio precisa para reforçar seu discurso de conspiração política e armar o circo de ações de defesa: intimação às viações, notificações ao MP, rescisão de contrato, e todo filme que já vimos antes.
O PT é o partido mais forte do País. Tem um presidente recordista em popularidade, que poderá ficar para a História como a mais importante personalidade política da República. Lula pode deixar Getúlio e Juscelino na saudade. Um partido desses tinha tudo para ter boa representatividade política na cidade. Suplicy e Mercadante, dois quadros respeitáveis do PT, deram apoio a Osmar, mas o candidato não deslancha.
O PT precisa rever sua estratégia. Do contrário, ficará eternamente como coadjuvante. E não são movimentos como os da semana passada que vão melhorar sua imagem junto à população.
Dois episódios na semana passada mostram que o partido está anos-luz de ser encarado a sério pela população limeirense como alternativa de governo: o movimento grevista no transporte coletivo e o protesto dos servidores municipais, este último liderado pela presidente do sindicato da categoria, que é a esposa do candidato do PT à Prefeitura, Osmar Lopes.
Não quero aqui entrar no mérito das reivindicações, as quais considero justas numa democracia. Todos têm de lutar por seus direitos, e a greve é uma das maneiras previstas na Constituição. Portanto, respeito esse direito. Mas os dois movimentos, ao contrário de que julgam seus organizadores, são mais tiros no pé do que qualquer coisa.
Osmar não passa de 1% nas pesquisas da Limite/Gazeta, e provavelmente não passará disto se achar que se seu partido incendiar os motoristas a "pararem" o transporte da população vai tirar votos de Félix.
Pelo contrário, é o que Sílvio precisa para reforçar seu discurso de conspiração política e armar o circo de ações de defesa: intimação às viações, notificações ao MP, rescisão de contrato, e todo filme que já vimos antes.
O PT é o partido mais forte do País. Tem um presidente recordista em popularidade, que poderá ficar para a História como a mais importante personalidade política da República. Lula pode deixar Getúlio e Juscelino na saudade. Um partido desses tinha tudo para ter boa representatividade política na cidade. Suplicy e Mercadante, dois quadros respeitáveis do PT, deram apoio a Osmar, mas o candidato não deslancha.
O PT precisa rever sua estratégia. Do contrário, ficará eternamente como coadjuvante. E não são movimentos como os da semana passada que vão melhorar sua imagem junto à população.
Porque Serra veio a Limeira?
Faço essa pergunta insistentemente desde que soube, quando ainda estava no Litoral Norte, da "inauguração" do câmpus da Unicamp pelo governador José Serra (PSDB), aquele mesmo que mandou o antecessor Cláudio Lembo vetar os recursos para o funcionamento do câmpus para 2007 (Há quem diga, dentro da Unicamp, que os dois deveriam ser sempre lembrados negativamente pelos limeirenses pelo episódio).
Pura jogada de marketing político. Vamos aos fatos: no cronograma da Unicamp, o câmpus 2 seria inaugurado em dezembro, numa data entre os dias 15 e 18, com a presença dos integrantes do Conselho Universitário (Consu) e de Serra. Em janeiro, com a inauguração, instala-se um escritório administrativo, que pelo menos já falaria um "Bom dia! O que deseja?" para o limeirense.
Pois bem, Serra veio na sexta, com o câmpus em plena construção. Como "inaugurou", sendo que o espaço permanece sem atividade qualquer por enquanto? E como falar em inauguração sem a presença do reitor José Tadeu Jorge que, todos sabem, foi um dos grandes idealizadores e lutadores do câmpus 2? Muito mal explicado.
Dias depois, o governo estadual publica dois anúncios publicitários sobre a inauguração nos principais veículos de comunicação. Isso sem falar que "inaugurar" na véspera de eleição, quando nenhuma pessoa postulante pode aparecer, vai no contra-senso do que se entende por política.
Para completar o estapafúrdio episódio, Serra não anunciou nada de novo em sua passagem em Limeira, reavivou notícias velhas, teve de dar explicações para a greve dos policiais civis e enfrentou protestos de estudantes do Ceset, que lutam há anos por moradias ou ajuda mais significativa nessa questão.
A quem interessou a vinda de Serra à cidade?
Pura jogada de marketing político. Vamos aos fatos: no cronograma da Unicamp, o câmpus 2 seria inaugurado em dezembro, numa data entre os dias 15 e 18, com a presença dos integrantes do Conselho Universitário (Consu) e de Serra. Em janeiro, com a inauguração, instala-se um escritório administrativo, que pelo menos já falaria um "Bom dia! O que deseja?" para o limeirense.
Pois bem, Serra veio na sexta, com o câmpus em plena construção. Como "inaugurou", sendo que o espaço permanece sem atividade qualquer por enquanto? E como falar em inauguração sem a presença do reitor José Tadeu Jorge que, todos sabem, foi um dos grandes idealizadores e lutadores do câmpus 2? Muito mal explicado.
Dias depois, o governo estadual publica dois anúncios publicitários sobre a inauguração nos principais veículos de comunicação. Isso sem falar que "inaugurar" na véspera de eleição, quando nenhuma pessoa postulante pode aparecer, vai no contra-senso do que se entende por política.
Para completar o estapafúrdio episódio, Serra não anunciou nada de novo em sua passagem em Limeira, reavivou notícias velhas, teve de dar explicações para a greve dos policiais civis e enfrentou protestos de estudantes do Ceset, que lutam há anos por moradias ou ajuda mais significativa nessa questão.
A quem interessou a vinda de Serra à cidade?
Fracasso dos debates em Limeira
Entidades empresariais, religiosas e classistas de Limera prestam um desserviço à democracia e à população ao não promover debates entre os postulantes à Prefeitura ou sabatiná-los. Temos raras exceções (Apeoep e União Sindical), como sempre, mas no geral o resultado é um retubante fracasso.
Embora as intenções de voto apontem há algum tempo a renovação do mandato do prefeito Sílvio Félix, a eleição municipal é fundamental para que a cidade debata seus problemas com seus candidatos. Há, nesse relacionamento, ganhos incalculáveis para ambos os lados. Faz bem à democracia, faz bem para a cidade.
Acabo de voltar de São Sebastião, cidade do Litoral Norte, onde permaneci por quatro dias como repórter da Gazeta Litorânea, publicação do mesmo grupo que administra a Gazeta de Limeira. Nesse curto período, tive o privilégio de assistir a dois debates, ambos promovidos por segmentos religiosos (evangélicos e católicos) do município.
Reconheço que nada sabia sobre os problemas de São Sebastião. Mas os debates contribuíram para amenizar em parte minha ignorância. Acima de tudo, fizeram-me lembrar que campanha eleitoral é um momento único que precisa ser vivenciado pelo eleitorado de uma cidade.
Foi bonito ver, mais de onze horas da noite, as militâncias assistindo os debates em telões instalados em praça pública e se manifestarem, seja com vaias ou aplausos. No final, candidatos serem carregados e levados em carreata pública, num verdadeiro Carnaval fora de época. Lei eleitoral rigorosa, qual o quê! Mais vale a participação da população.
Nos dias seguintes aos debates, os sebastianenses que se encontravam com nossa equipe de reportagem, de cara, nos perguntavam sobre como havia sido o debate, se houve "alfinetadas", quem ganhou.
Era o assunto do dia. E os comícios eram o grande evento do final de semana. Haviam jovens nesse clima? Em meio ao debate, asseguro que era um jovem de pouco mais de 15 anos quem mais se esgoelava na hora de saudar a fala de seu candidato.
De volta à Limeira, a apatia das campanhas eleitorais é de decepcionar. A eleição pode até estar liquidada, mas creio que a cidade está perdendo a oportunidade de discutir seus problemas. E nossos candidatos têm parcela de culpa nisso tudo.
Nos raros debates promovidos, até secretário de Educação, que não é postulante a nada em outubro, é enviado no lugar do candidato. Félix e Quintal prestam desserviço à população e à democracia faltando aos debates. Por se tratar dos concorrentes que lideram a corrida, é algo a se lamentar profundamente. Uma pena, porque eleição municipal só tem a cada 4 anos. E é muuuuuuito tempo...
Embora as intenções de voto apontem há algum tempo a renovação do mandato do prefeito Sílvio Félix, a eleição municipal é fundamental para que a cidade debata seus problemas com seus candidatos. Há, nesse relacionamento, ganhos incalculáveis para ambos os lados. Faz bem à democracia, faz bem para a cidade.
Acabo de voltar de São Sebastião, cidade do Litoral Norte, onde permaneci por quatro dias como repórter da Gazeta Litorânea, publicação do mesmo grupo que administra a Gazeta de Limeira. Nesse curto período, tive o privilégio de assistir a dois debates, ambos promovidos por segmentos religiosos (evangélicos e católicos) do município.
Reconheço que nada sabia sobre os problemas de São Sebastião. Mas os debates contribuíram para amenizar em parte minha ignorância. Acima de tudo, fizeram-me lembrar que campanha eleitoral é um momento único que precisa ser vivenciado pelo eleitorado de uma cidade.
Foi bonito ver, mais de onze horas da noite, as militâncias assistindo os debates em telões instalados em praça pública e se manifestarem, seja com vaias ou aplausos. No final, candidatos serem carregados e levados em carreata pública, num verdadeiro Carnaval fora de época. Lei eleitoral rigorosa, qual o quê! Mais vale a participação da população.
Nos dias seguintes aos debates, os sebastianenses que se encontravam com nossa equipe de reportagem, de cara, nos perguntavam sobre como havia sido o debate, se houve "alfinetadas", quem ganhou.
Era o assunto do dia. E os comícios eram o grande evento do final de semana. Haviam jovens nesse clima? Em meio ao debate, asseguro que era um jovem de pouco mais de 15 anos quem mais se esgoelava na hora de saudar a fala de seu candidato.
De volta à Limeira, a apatia das campanhas eleitorais é de decepcionar. A eleição pode até estar liquidada, mas creio que a cidade está perdendo a oportunidade de discutir seus problemas. E nossos candidatos têm parcela de culpa nisso tudo.
Nos raros debates promovidos, até secretário de Educação, que não é postulante a nada em outubro, é enviado no lugar do candidato. Félix e Quintal prestam desserviço à população e à democracia faltando aos debates. Por se tratar dos concorrentes que lideram a corrida, é algo a se lamentar profundamente. Uma pena, porque eleição municipal só tem a cada 4 anos. E é muuuuuuito tempo...
domingo, 24 de agosto de 2008
Televisivas
A Limite Consultoria e Marketing ajuizou nesta semana processo de indenização contra o apresentador Thiago Gardinalli, da TV Mix.
Memória: em seu programa "Em cima do Fato", Gardinalli desqualificou pesquisa de audiência feita pela Limite a pedido da TV Jornal, principal concorrente da emissora de Quintal.
E a ação, com pedido de liminar, movida pelo MP Federal, que quer a retirada da emissora de Zovico do ar, subiu na semana passada para análise e conclusão do juiz. Mas houve novo pedido de vista, o que deve adiar um pouco mais a decisão da tutela requerida.
Há quem aposte que a liminar será rejeitada. Diz-se que o "lobby" feito pelo vice-prefeito em Brasília foi grande.
Memória: em seu programa "Em cima do Fato", Gardinalli desqualificou pesquisa de audiência feita pela Limite a pedido da TV Jornal, principal concorrente da emissora de Quintal.
E a ação, com pedido de liminar, movida pelo MP Federal, que quer a retirada da emissora de Zovico do ar, subiu na semana passada para análise e conclusão do juiz. Mas houve novo pedido de vista, o que deve adiar um pouco mais a decisão da tutela requerida.
Há quem aposte que a liminar será rejeitada. Diz-se que o "lobby" feito pelo vice-prefeito em Brasília foi grande.
Juiz absolve Eliseu da acusação de exploração de prestígio
Presidente da Câmara, Eliseu Daniel dos Santos (PDT) foi absolvido da acusação de exploração de prestígio a qual respondia em uma ação criminal que tramita na 1ª Vara Criminal.
A decisão é do juiz titular Rogério Danna Chaib, que absolveu-o por falta de provas. O processo, que está em segredo de justiça, refere-se a um possível uso do cargo público (vereador) para fazer influência no Ministério Público.
O caso em questão é do contrato da Prefeitura com a FIA/USP, feito na gestão de Pedrinho Kühl. O juiz, em seu despacho, deixa à cargo do MP providências sobre duas testemunhas no processo. Entre eles, um atual assessor da Secretaria do Governo e Desenvolvimento.
A decisão é do juiz titular Rogério Danna Chaib, que absolveu-o por falta de provas. O processo, que está em segredo de justiça, refere-se a um possível uso do cargo público (vereador) para fazer influência no Ministério Público.
O caso em questão é do contrato da Prefeitura com a FIA/USP, feito na gestão de Pedrinho Kühl. O juiz, em seu despacho, deixa à cargo do MP providências sobre duas testemunhas no processo. Entre eles, um atual assessor da Secretaria do Governo e Desenvolvimento.
O vôo de Bastelli
A publicação "Visão Empresarial", impresso da Acil, tornou-se nas últimas edições um veículo de auto-promoção de seu presidente, Reinaldo Bastelli.
O jornalista e empresário sai em foto de capa semanalmente. E, no último exemplar, exagera: são duas fotos na capa. Aparece em praticamente todas as imagens na cobertura interna da premiação do Dia da Empresa Limeirense. Desnecessária, a meu ver, essa superexibição.
Com seu jeito expansivo, Bastelli, que assumiu o cargo em fevereiro, tem agradado os empresários na condução da entidade, mais do que se imaginava. A receptividade obtida nos últimos grandes eventos é uma amostra de que seu trabalho, por enquanto, é bem visto.
A visibilidade do comunicador já preocupa Félix, que teme Bastelli na disputa pela Prefeitura em 2012. O projeto de transformar o Centro da cidade num "shopping a céu aberto" é algo popular, porque beneficia diretamente, de um modo geral, quem vai às compras.
E, o principal, é algo bastante visível.
Não por isso, Félix determinou e pôs seus secretários para "detonar" a idéia dos bancos nas calçadas, espalhados neste mês em vários pontos da região central.
Deve, a curto prazo, "comprar" uma briga com Bastelli.
Nos últimos anos, a Acil demonstrou-se, acima de tudo, parceira da Prefeitura, até porque precisa dela para pôs em prática o "Compras Premiadas", principal campanha de incentivo ao consumo (a associação tem abatimento de impostos nos prêmios quando há um entidade pública no projeto).
Será interessante aguardar no que vai dar esse assunto
O jornalista e empresário sai em foto de capa semanalmente. E, no último exemplar, exagera: são duas fotos na capa. Aparece em praticamente todas as imagens na cobertura interna da premiação do Dia da Empresa Limeirense. Desnecessária, a meu ver, essa superexibição.
Com seu jeito expansivo, Bastelli, que assumiu o cargo em fevereiro, tem agradado os empresários na condução da entidade, mais do que se imaginava. A receptividade obtida nos últimos grandes eventos é uma amostra de que seu trabalho, por enquanto, é bem visto.
A visibilidade do comunicador já preocupa Félix, que teme Bastelli na disputa pela Prefeitura em 2012. O projeto de transformar o Centro da cidade num "shopping a céu aberto" é algo popular, porque beneficia diretamente, de um modo geral, quem vai às compras.
E, o principal, é algo bastante visível.
Não por isso, Félix determinou e pôs seus secretários para "detonar" a idéia dos bancos nas calçadas, espalhados neste mês em vários pontos da região central.
Deve, a curto prazo, "comprar" uma briga com Bastelli.
Nos últimos anos, a Acil demonstrou-se, acima de tudo, parceira da Prefeitura, até porque precisa dela para pôs em prática o "Compras Premiadas", principal campanha de incentivo ao consumo (a associação tem abatimento de impostos nos prêmios quando há um entidade pública no projeto).
Será interessante aguardar no que vai dar esse assunto
Impressões sobre o horário político na TV
O PT faz o programa político de TV mais lúcido até o momento em Limeira. Em meio às chamadas de cada candidato à Câmara, traz esclarecimentos sobre a função de vereador e de atividades legislativas. É uma postura louvável.
Ana Carolina, candidata à prefeitura pelo PCB, é a única a aparecer todos os dias na telinha. No espaço reservado para os candidatos a vereador, ela aparece pedindo votos para legenda e propagando seu nome. Isso é regular perante a lei?
Ana Terezinha, vice de Quintal, exagera ao insinuar que Limeira precisa voltar ao tempo (subentende-se o período em que ela esteve na Secretaria de Educação) em que os alunos tinham desempenho acima da média. Os resultados das últimas avaliações apontam que os estudantes limeirenses permanecem com notas melhores que as médias estadual e nacional. Nesse sentido, a reação pedida pela ex-secretária, a meu ver, trata-se de um exagero.
Félix é um "expert" em selecionar as reportagens veiculadas na mídia que trazem algum aspecto positivo à cidade e empregá-las na campanha com caráter político. Na TV, uma boa edição engana só o limeirense que não acompanhou diariamente a cobertura jornalística realizada pela mídia impressa nos últimos anos.
O programa do PSOL só reforça o nome de Heloísa Helena na mente do eleitorado, visando as disputas de 2010. Nada mais.
Ana Carolina, candidata à prefeitura pelo PCB, é a única a aparecer todos os dias na telinha. No espaço reservado para os candidatos a vereador, ela aparece pedindo votos para legenda e propagando seu nome. Isso é regular perante a lei?
Ana Terezinha, vice de Quintal, exagera ao insinuar que Limeira precisa voltar ao tempo (subentende-se o período em que ela esteve na Secretaria de Educação) em que os alunos tinham desempenho acima da média. Os resultados das últimas avaliações apontam que os estudantes limeirenses permanecem com notas melhores que as médias estadual e nacional. Nesse sentido, a reação pedida pela ex-secretária, a meu ver, trata-se de um exagero.
Félix é um "expert" em selecionar as reportagens veiculadas na mídia que trazem algum aspecto positivo à cidade e empregá-las na campanha com caráter político. Na TV, uma boa edição engana só o limeirense que não acompanhou diariamente a cobertura jornalística realizada pela mídia impressa nos últimos anos.
O programa do PSOL só reforça o nome de Heloísa Helena na mente do eleitorado, visando as disputas de 2010. Nada mais.
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