Se na eleição de 2012 o então vereador Paulo Hadich apostou numa aliança pequena, mas com siglas decisivas e de grande porte, para chegar ao Edifício Prada, na corrida pela eleição o hoje prefeito deve mudar a tática e pode formar uma coalização com 9 partidos, de médio e pequeno porte.
Sem o PMDB, que se aliou ao PSDB, e o PC do B, hoje no grupo de Silvio Félix, Hadich acompanha as discussões internas do PT - que ainda acalenta lançar candidato próprio. Enquanto isso, ele avançou acordos com outras siglas de menor porte.
O grupo de Hadich tem sob domínio o PTC, comandado pelo atual diretor de trânsito Wesley Cordaço; o PP, tomado do grupo de Rodrigo Oliveira, e o Solidariedade, última adesão feita em cima de aliados de Félix, além do PRP.
Estão avançadas as conversas com o PSC, liderado pelo vereador Sidney Pascotto, o Lemão da Jeová Rafá, que sempre integrou a base aliada de Hadich na Câmara, e o PPS, de Ítalo Ponzo, ex-supersecretário do governo Félix, onde acumulou pastas importantes, como Planejamento e Transportes. A principal liderança política do PPS hoje é a vereadora Mayra Costa.
O PR, de Miguel Lombardi, com vários indicados já trabalhando no Edifício Prada, tem tudo para indicar o vice de Hadich na chapa.
Também há uma aproximação com o PV, hoje comandado pelo médico Joaquim Raposo, que se coloca como pré-candidato a prefeito.
Representantes desses partidos compareceram à festa de aniversário de Hadich na última sexta-feira (10/6), no Spazio di Roma.
* Texto publicado originalmente no dia 11-6-16 no site Rápido No Ar
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Desafio de Miguel é fazer Limeira chamar um deputado de seu
Ao tomar posse ontem na Câmara dos Deputados, Miguel Lombardi terá pela frente um desafio muito maior do que simplesmente encurtar as distâncias entre a cidade e Brasília, como ele propõe.
O tortuoso pano de fundo é, ao longos dos próximos anos, fazer Limeira, enfim, chamar um deputado de seu.
As projeções que ouço sobre a atuação de Lombardi são díspares e, não raras, vão de um extremo ao outro.
Há quem aposte que ele, novato nos corredores do Congresso Nacional e apenas mais um integrante de uma bancada com mais de 30 parlamentares, terá pouco espaço para se fazer ouvir.
Há quem deposite em Miguel muitas fichas, no sentido de que ele tem condições de beneficiar bastante a cidade.
Esta última visão decorre de um entendimento superficial e predominante em Limeira, na qual o deputado só tem serventia se virar um canal por onde irrigue recursos do orçamento federal, pouco importando como ele pensa ou vota em projetos de relevância nacional.
Para quem julga a atuação de um deputado por apenas este fator, há motivos para esperar algo de Lombardi.
Eleito por um cálculo decorrente do efeito Tiririca, ele sabe que tem baixa densidade política (elegeu-se com 32 mil votos), precisa ocupar espaços e mostrar muito trabalho para ter alguma influência na nova Casa.
Ele próprio já sugeriu, em entrevistas, que não deseja trilhar muito este caminho.
O que significa que ele deve focar sua atuação como intermediário, ou melhor, um representante de sua base eleitoral.
Diferentemente de Otoniel Lima, eleito com votos em muitas cidades, entre elas Limeira, Miguel teve a maioria de seus votos (30 mil) aqui na cidade, o que a torna, praticamente, sua base principal.
Não havendo contas a prestar com outros eleitores, há um caminho imenso para Miguel focar seu mandato em Limeira e imediações.
Outro ponto que auxiliará o deputado neste intento é o relacionamento estreito com o prefeito Paulo Hadich.
Quando assumiu como deputado em 2011, Otoniel já trazia rusgas com Silvio Félix quando de sua passagem anterior pela Assembleia Legislativa e, no ano seguinte, apoiou Lusenrique Quintal para prefeito, adversário do atual ocupante do Prada.
Nem mesmo Lombardi assumiu sua cadeira em Brasília e Hadich já creditou ao aliado, em divulgação institucional da Prefeitura, a liberação de recursos para Limeira.
Miguel está longe de ter o perfil de líder regional, como vemos em outras cidades que têm representantes há tempos no Congresso.
Discreto, ficou 14 anos na Câmara e foi alçado deputado sem ter passado pela visibilidade da presidência do Legislativo local.
Sinal de que é arriscado subestimar com antecedência sua atuação no Congresso.
Há caminho aberto para uma atuação ativa em benefício a Limeira. A conferir.
* Artigo publicado originalmente pelo editor na edição de 02-02-15 da Gazeta de Limeira
O tortuoso pano de fundo é, ao longos dos próximos anos, fazer Limeira, enfim, chamar um deputado de seu.
As projeções que ouço sobre a atuação de Lombardi são díspares e, não raras, vão de um extremo ao outro.
Há quem aposte que ele, novato nos corredores do Congresso Nacional e apenas mais um integrante de uma bancada com mais de 30 parlamentares, terá pouco espaço para se fazer ouvir.
Há quem deposite em Miguel muitas fichas, no sentido de que ele tem condições de beneficiar bastante a cidade.
Esta última visão decorre de um entendimento superficial e predominante em Limeira, na qual o deputado só tem serventia se virar um canal por onde irrigue recursos do orçamento federal, pouco importando como ele pensa ou vota em projetos de relevância nacional.
Para quem julga a atuação de um deputado por apenas este fator, há motivos para esperar algo de Lombardi.
Eleito por um cálculo decorrente do efeito Tiririca, ele sabe que tem baixa densidade política (elegeu-se com 32 mil votos), precisa ocupar espaços e mostrar muito trabalho para ter alguma influência na nova Casa.
Ele próprio já sugeriu, em entrevistas, que não deseja trilhar muito este caminho.
O que significa que ele deve focar sua atuação como intermediário, ou melhor, um representante de sua base eleitoral.
Diferentemente de Otoniel Lima, eleito com votos em muitas cidades, entre elas Limeira, Miguel teve a maioria de seus votos (30 mil) aqui na cidade, o que a torna, praticamente, sua base principal.
Não havendo contas a prestar com outros eleitores, há um caminho imenso para Miguel focar seu mandato em Limeira e imediações.
Outro ponto que auxiliará o deputado neste intento é o relacionamento estreito com o prefeito Paulo Hadich.
Quando assumiu como deputado em 2011, Otoniel já trazia rusgas com Silvio Félix quando de sua passagem anterior pela Assembleia Legislativa e, no ano seguinte, apoiou Lusenrique Quintal para prefeito, adversário do atual ocupante do Prada.
Nem mesmo Lombardi assumiu sua cadeira em Brasília e Hadich já creditou ao aliado, em divulgação institucional da Prefeitura, a liberação de recursos para Limeira.
Miguel está longe de ter o perfil de líder regional, como vemos em outras cidades que têm representantes há tempos no Congresso.
Discreto, ficou 14 anos na Câmara e foi alçado deputado sem ter passado pela visibilidade da presidência do Legislativo local.
Sinal de que é arriscado subestimar com antecedência sua atuação no Congresso.
Há caminho aberto para uma atuação ativa em benefício a Limeira. A conferir.
* Artigo publicado originalmente pelo editor na edição de 02-02-15 da Gazeta de Limeira
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sábado, 24 de janeiro de 2015
Braço-direito de Lombardi deixa a Câmara para ajudá-lo em Brasília
Após vários anos na Câmara, Ademir Aparecido Cintra, chefe de gabinete do vereador Miguel Lombardi na Câmara Municipal de Limeira, teve sua portaria de exoneração publicada hoje.
Cintra, que também preside o PR de Limeira, deixa o Legislativo limeirense para auxiliar Lombardi no Congresso Nacional, a partir de fevereiro, quando o limeirense toma posse como deputado federal.
O braço-direito de Lombardi será um dos poucos assessores que, por ora, irão para Brasília.
A intenção do deputado federal eleito é, primeiramente, conhecer tudo o que for disponibilizado, como verba de gabinete e demais benefícios, para então estruturar toda sua equipe na capital federal.
Cintra vai para Brasília, mas seguirá firme no comando do PR local.
Em breve, Lombardi vai inaugurar seu escritório político em Limeira.
* Crédito da imagem: Câmara Municipal de Limeira
Cintra, que também preside o PR de Limeira, deixa o Legislativo limeirense para auxiliar Lombardi no Congresso Nacional, a partir de fevereiro, quando o limeirense toma posse como deputado federal.
O braço-direito de Lombardi será um dos poucos assessores que, por ora, irão para Brasília.
A intenção do deputado federal eleito é, primeiramente, conhecer tudo o que for disponibilizado, como verba de gabinete e demais benefícios, para então estruturar toda sua equipe na capital federal.
Cintra vai para Brasília, mas seguirá firme no comando do PR local.
Em breve, Lombardi vai inaugurar seu escritório político em Limeira.
* Crédito da imagem: Câmara Municipal de Limeira
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Afinidade total de Hadich e Lombardi preocupa PT
A afinidade do prefeito Paulo Hadich com o deputado federal eleito Miguel Lombardi é tanta que, num comunicado oficial do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) distribuído à imprensa nesta terça-feira (13.jan.15), a razoabilidade que se espera fica em segundo plano para a propagação institucional de uma formação de juízo de valor ao trabalho de Lombardi.
O chamado "release" à imprensa reproduziu uma frase atribuída ao presidente do SAAE, Osmar da Silva Júnior: "Lombardi ainda nem assumiu efetivamente o cargo e já está ajudando nossa Limeira”.
O caso em questão destacou o apoio de Lombardi à negociação na qual a Prefeitura de Limeira obteve a liberação de R$ 1,2 milhão para a sequência das obras do piscinão do Tiro de Guerra. O dinheiro estava retido há quatro meses.
Nesta quinta-feira (15.jan.14), a Prefeitura também divulgou a liberação de uma verba de R$ 1.179.440,45 para pavimentação na marginal da Rodovia Anhanguera, no Bairro dos Lopes, mediada também por Lombardi.
O jogo de palavras se encaixa no desenho visível a todos.
Lombardi votou favoravelmente ao candidato de Hadich na votação da Mesa Diretora na Câmara e mantém aliados em cargos comissionados no Edifício Prada.
Embora negue oficialmente, o PR, que mantém Marcelo Coghi em cargo de extrema visibilidade na Prefeitura, na Secretaria de Serviços Públicos, já sinaliza bem o território em que pretende atuar em 2016.
Depois de ceder na última hora em 2012, o PR almeja integrar uma chapa indicando o candidato a vice.
Coghi seria hoje o favorito a ser indicado como vice.
Esta aproximação do PR, fortalecida pela ida de Lombardi ao Congresso Nacional, preocupa a ala do PT que, por ora, mantém apoio a Hadich até o ano que vem.
O PT, hoje, detém o posto de vice e avalia que teve papel fundamental na eleição de Hadich, com a atuação da militância nas ruas.
Por isso, está decidido a cobrar reivindicações e apontar sugestões a Hadich.
* Crédito da imagem: Divulgação/Miguel Lombardi
O chamado "release" à imprensa reproduziu uma frase atribuída ao presidente do SAAE, Osmar da Silva Júnior: "Lombardi ainda nem assumiu efetivamente o cargo e já está ajudando nossa Limeira”.
O caso em questão destacou o apoio de Lombardi à negociação na qual a Prefeitura de Limeira obteve a liberação de R$ 1,2 milhão para a sequência das obras do piscinão do Tiro de Guerra. O dinheiro estava retido há quatro meses.
Nesta quinta-feira (15.jan.14), a Prefeitura também divulgou a liberação de uma verba de R$ 1.179.440,45 para pavimentação na marginal da Rodovia Anhanguera, no Bairro dos Lopes, mediada também por Lombardi.
O jogo de palavras se encaixa no desenho visível a todos.
Lombardi votou favoravelmente ao candidato de Hadich na votação da Mesa Diretora na Câmara e mantém aliados em cargos comissionados no Edifício Prada.
Embora negue oficialmente, o PR, que mantém Marcelo Coghi em cargo de extrema visibilidade na Prefeitura, na Secretaria de Serviços Públicos, já sinaliza bem o território em que pretende atuar em 2016.
Depois de ceder na última hora em 2012, o PR almeja integrar uma chapa indicando o candidato a vice.
Coghi seria hoje o favorito a ser indicado como vice.
Esta aproximação do PR, fortalecida pela ida de Lombardi ao Congresso Nacional, preocupa a ala do PT que, por ora, mantém apoio a Hadich até o ano que vem.
O PT, hoje, detém o posto de vice e avalia que teve papel fundamental na eleição de Hadich, com a atuação da militância nas ruas.
Por isso, está decidido a cobrar reivindicações e apontar sugestões a Hadich.
* Crédito da imagem: Divulgação/Miguel Lombardi
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Órgão técnico do TRE é favorável à aprovação das contas de Miguel
A Secretaria de Controle Interno do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), órgão de caráter técnico, emitiu na segunda-feira (24/11) parecer pela aprovação das contas do deputado federal eleito Miguel Lombardi (PR).
O processo foi enviado para posicionamento do Procuradoria Regional Eleitoral, órgão do Ministério Público que atua junto ao TRE e, depois, volta para julgamento.
O relator do processo é o juiz Alberto Zacharias Toron.
Lombardi protocolou a prestação de contas no dia 4 de novembro.
A SCI chegou a pedir diligências a Lombardi, que prestou as informações dentro do prazo.
O órgão técnico mostrou-se satisfeito com as informações e deu o aval às contas.
*Ampliação de nota originalmente publicada pelo autor na coluna Prisma, na Gazeta de Limeira, edição de 26/11/14
**Crédito da imagem: Câmara Municipal de Limeira
O processo foi enviado para posicionamento do Procuradoria Regional Eleitoral, órgão do Ministério Público que atua junto ao TRE e, depois, volta para julgamento.
O relator do processo é o juiz Alberto Zacharias Toron.
Lombardi protocolou a prestação de contas no dia 4 de novembro.
A SCI chegou a pedir diligências a Lombardi, que prestou as informações dentro do prazo.
O órgão técnico mostrou-se satisfeito com as informações e deu o aval às contas.
*Ampliação de nota originalmente publicada pelo autor na coluna Prisma, na Gazeta de Limeira, edição de 26/11/14
**Crédito da imagem: Câmara Municipal de Limeira
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Escritório político de Miguel fica para depois da posse
O deputado federal eleito Miguel Lombardi (PR) deve inaugurar seu escritório político em Limeira somente após a posse no Congresso Nacional, que ocorrerá no início de fevereiro.
Até ontem, a equipe de Lombardi estava empenhada nos procedimentos de prestação final de contas à Justiça Eleitoral. A busca por locais para abrigar o escritório local deve ser iniciada em breve.
Lombardi, que continuará firme no comando do PR local mesmo estando em Brasília, fará esforços para atuar em toda a região.
O planejamento, só aqui nas redondezas de Limeira, abrange mais de 20 cidades.
Como só toma posse em 2015, Miguel só poderá apresentar emendas parlamentares para o orçamento de 2016.
Ou seja, ele terá tempo para conhecer os caminhos dos ministérios na Esplanada brasiliense.
* Crédito da imagem: Câmara Municipal de Limeira
** Ampliação de notas originalmente publicadas pelo autor na coluna Prisma, na Gazeta de Limeira, edição de 5/11/14
Até ontem, a equipe de Lombardi estava empenhada nos procedimentos de prestação final de contas à Justiça Eleitoral. A busca por locais para abrigar o escritório local deve ser iniciada em breve.
Lombardi, que continuará firme no comando do PR local mesmo estando em Brasília, fará esforços para atuar em toda a região.
O planejamento, só aqui nas redondezas de Limeira, abrange mais de 20 cidades.
Como só toma posse em 2015, Miguel só poderá apresentar emendas parlamentares para o orçamento de 2016.
Ou seja, ele terá tempo para conhecer os caminhos dos ministérios na Esplanada brasiliense.
* Crédito da imagem: Câmara Municipal de Limeira
** Ampliação de notas originalmente publicadas pelo autor na coluna Prisma, na Gazeta de Limeira, edição de 5/11/14
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Um pouco do que foi discutido no evento "Limeira existe depois das 22h"
O vídeo abaixo foi postado no YouTube na conta de Leandro Roots e mostra o debate travado no último dia 8, no movimento intitulado no Facebook "Limeira existe depois das 22h".
Para quem não foi, é uma oportunidade para saber alguns pontos do que foi discutido.
Entre as ideias, está a criação de uma pauta de reivindicações a ser levada às autoridades. Também foram feitos comentários sobre a Lei Fecha Bar, criada pelo vereador - e futuro deputado federal - Miguel Lombardi.
Aqui também uma outra reflexão postada na rede sobre o evento.
Para quem não foi, é uma oportunidade para saber alguns pontos do que foi discutido.
Entre as ideias, está a criação de uma pauta de reivindicações a ser levada às autoridades. Também foram feitos comentários sobre a Lei Fecha Bar, criada pelo vereador - e futuro deputado federal - Miguel Lombardi.
Aqui também uma outra reflexão postada na rede sobre o evento.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014
PR se cacifa para pleitear a vice em 2016
Com a eleição de Miguel Lombardi para o Congresso Nacional, o PR tem tudo para se tornar a "noiva" em 2016.
Dificilmente Lombardi arriscaria deixar Brasília, algo certo, para um voo local, algo incerto. Ele, aliás, já disse que descarta concorrer ao Edifício Prada.
Lombardi tem perfil mais para o Legislativo do que o Executivo.
Porém, os futuros pretendentes ao Prada virão com muita sede buscar o apoio da sigla e do futuro deputado.
Vale lembrar que, em 2012, o PR quase indicou o candidato a vice na chapa do empresário Lusenrique Quintal. Só cedeu, após muita costura, porque não havia outro jeito de atrair o PSDB de Pedrinho Kühl senão abrigar um indicado tucano à chapa principal - José Luiz Gazotti foi o escolhido.
Hoje, a bancada do PR atua em sintonia com o governo de Paulo Hadich.
Dois anos é muito tempo, mas, certamente, a vice da chapa do PSB em 2016 deve ser o PT (novamente) ou o PMDB, também integrante da coligação que venceu em 2012.
Com Botion despontando como nome forte, a indefinição sobre a elegibilidade de Quintal também anima Eliseu Daniel a pensar no Prada.
Os dois devem procurar, ao máximo, manter relações cordiais com Lombardi no próximo ano.
Porque sabem que a eleição de 2016 passará pelo PR.
*Ampliação de nota originalmente publicada pelo autor na coluna Prisma, na Gazeta de Limeira, edição de 08/10/14
Dificilmente Lombardi arriscaria deixar Brasília, algo certo, para um voo local, algo incerto. Ele, aliás, já disse que descarta concorrer ao Edifício Prada.
Lombardi tem perfil mais para o Legislativo do que o Executivo.
Porém, os futuros pretendentes ao Prada virão com muita sede buscar o apoio da sigla e do futuro deputado.
Vale lembrar que, em 2012, o PR quase indicou o candidato a vice na chapa do empresário Lusenrique Quintal. Só cedeu, após muita costura, porque não havia outro jeito de atrair o PSDB de Pedrinho Kühl senão abrigar um indicado tucano à chapa principal - José Luiz Gazotti foi o escolhido.
Hoje, a bancada do PR atua em sintonia com o governo de Paulo Hadich.
Dois anos é muito tempo, mas, certamente, a vice da chapa do PSB em 2016 deve ser o PT (novamente) ou o PMDB, também integrante da coligação que venceu em 2012.
Com Botion despontando como nome forte, a indefinição sobre a elegibilidade de Quintal também anima Eliseu Daniel a pensar no Prada.
Os dois devem procurar, ao máximo, manter relações cordiais com Lombardi no próximo ano.
Porque sabem que a eleição de 2016 passará pelo PR.
*Ampliação de nota originalmente publicada pelo autor na coluna Prisma, na Gazeta de Limeira, edição de 08/10/14
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Em 3 anos, Miguel Lombardi vai de levantador para comandante no PR
Em 2011, um vídeo produzido pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) demonstrava a relação existente entre Miguel Lombardi e Renê Soares no PR.
O vídeo, que rendeu inquérito e ação de improbidade que Renê responde até hoje, foi gravado para ser veiculado em emissoras de TVs como publicidade.
Renê, então presidente do PR e da autarquia, era o apresentador e trouxe, como comentarista, Lombardi, a quem chamou de amigo.
Lombardi atuava como um levantador na quadra de tênis, com o objetivo de mandar a bola para Renê cortar.
Disse coisas como "iniciativas têm dado resultado porque o SAAE fiscaliza muito", "nossa cidade está com índices de aprovação muito bons", para, em seguida, elogiar explicitamente o amigo. "Parabéns pelo serviço, Renê". O apresentador agradecia, olhando para a câmera: "Obrigado!".
Entre o final de 2011 e 2012, Lombardi foi alçado à presidência da Comissão Processante que veio a cassar, em fevereiro de 2012, o mandato de Silvio Félix. Renê deixou o SAAE após o pedetista cair.
Renê acalentava a ideia de disputar o Edifício Prada. Mas sofreu o que se chama de "tombo político".
O grupo comandado por Lombardi tomou-lhe o comando do diretório local do PR, se aproximando da candidatura de Quintal. Renê foi deixado de lado.
Com Quintal, o PR perdeu a eleição, mas logo seus representantes na Câmara Municipal passaram a atuar de forma afinada com o governo de Paulo Hadich. Pessoas ligadas a Lombardi ocupam cargos hoje no Edifício Prada.
Se há três anos Lombardi era levantador de Renê no PR, hoje ele virou treinador, o cara que, como no vôlei, comanda a sigla.
Com 32 mil votos, tomará posse em Brasília, no Congresso Nacional, em fevereiro de 2015.
Enquanto isso, Renê, às voltas com processos e agora no PTB, deixa a eleição com 1.183 votos, desempenho ruim para quem pretende disputar a Prefeitura em 2016.
É, o mundo dá voltas.
Crédito da imagem: Câmara Municipal de Limeira
O vídeo, que rendeu inquérito e ação de improbidade que Renê responde até hoje, foi gravado para ser veiculado em emissoras de TVs como publicidade.
Renê, então presidente do PR e da autarquia, era o apresentador e trouxe, como comentarista, Lombardi, a quem chamou de amigo.
Lombardi atuava como um levantador na quadra de tênis, com o objetivo de mandar a bola para Renê cortar.
Disse coisas como "iniciativas têm dado resultado porque o SAAE fiscaliza muito", "nossa cidade está com índices de aprovação muito bons", para, em seguida, elogiar explicitamente o amigo. "Parabéns pelo serviço, Renê". O apresentador agradecia, olhando para a câmera: "Obrigado!".
Entre o final de 2011 e 2012, Lombardi foi alçado à presidência da Comissão Processante que veio a cassar, em fevereiro de 2012, o mandato de Silvio Félix. Renê deixou o SAAE após o pedetista cair.
Renê acalentava a ideia de disputar o Edifício Prada. Mas sofreu o que se chama de "tombo político".
O grupo comandado por Lombardi tomou-lhe o comando do diretório local do PR, se aproximando da candidatura de Quintal. Renê foi deixado de lado.
Com Quintal, o PR perdeu a eleição, mas logo seus representantes na Câmara Municipal passaram a atuar de forma afinada com o governo de Paulo Hadich. Pessoas ligadas a Lombardi ocupam cargos hoje no Edifício Prada.
Se há três anos Lombardi era levantador de Renê no PR, hoje ele virou treinador, o cara que, como no vôlei, comanda a sigla.
Com 32 mil votos, tomará posse em Brasília, no Congresso Nacional, em fevereiro de 2015.
Enquanto isso, Renê, às voltas com processos e agora no PTB, deixa a eleição com 1.183 votos, desempenho ruim para quem pretende disputar a Prefeitura em 2016.
É, o mundo dá voltas.
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Tiririca, um verdadeiro pai para Limeira
Limeira deve comemorar a eleição de Miguel Lombardi (PR) para deputado federal, mas não deve se esquecer, nunca, de agradecer a um palhaço.Com 32 mil votos, sendo 30 mil deles em Limeira, Lombardi foi o segundo deputado paulista eleito com menor número de votos. Entrou em função da votação (de novo) extraordinária do palhaço Tiririca, que obteve mais de 1 milhão de votos.
Tiririca foi uma criação política de Valdemar da Costa Neto, condenado no caso do mensalão. Foi com os votos de Tiririca que o chefão do PR conseguiu se eleger em 2010. Naquela época, o palhaço ajudou Limeira ao levar para o Congresso Nacional o ex-vereador Otoniel Lima, do PRB. Só em Limeira, ele teve 6.299 votos.
O PR repetiu a dose em 2014, mas desta vez não coligou com ninguém, para somente beneficiar integrantes da sigla, e não da coligação, como ocorreu há quatro anos.
Deu certo. E agora levou consigo Miguel Lombardi.
A votação de Miguelzinho é baixa para torná-lo, de imediato, uma consistente liderança política local e regional. Ficou com menos votos, por exemplo, que Mário Botion (PEN).
Mas Lombardi pode começar a cultivar o seu espaço, pois terá, certamente, apoio inicial até de muita gente que não votou nele, mas que reconhece a importância de sua eleição para Limeira, fato incontestável.
Por isso, devemos agradecer.
Obrigado, Tiririca!
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Valdemar da Costa Neto
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