Notícias sobre Justiça, leis e a sociedade: fatos e análises.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015

O envelhecimento precoce do governo Hadich com 60% do mandato

O risco o qual mencionei há algum tempo neste espaço parece concretizado, com a divulgação ontem da avaliação da população sobre a atual administração municipal, feita pela pesquisa Limite Consultoria.

O aumento na reprovação (de 48,9% para 67,3% em menos de um ano), somado à tímida intenção de voto (na casa de 6%) e ao alto índice de rejeição (50%), leva o governo Hadich a um quadro de envelhecimento precoce, com pouco mais de 60% do mandato percorrido.

Ao fim do segundo semestre do ano passado, Hadich parecia ter dado direções a pontos que travavam a imagem de seu governo.

O Poupatempo deixava de ser promessa para ser inaugurado e a cidade avançava para o recebimento de uma faculdade de medicina.

No campo administrativo, Hadich implementou a reforma administrativa que dizia ser necessária e saiu-se bem na condução de ações na crise hídrica.

Ao que parece, a dengue sepultou de vez as chances de Hadich voltar a encantar o eleitorado que o conduziu ao Edifício Prada em 2012.

A epidemia, que já legou 17 mortes e 17 mil casos positivos até o momento neste ano, assolou a imagem do governo.

Embora publicamente demonstre não se importar, a falta de um líder na Câmara Municipal (ninguém da base topou assumir a função) é o fato mais simbólico de como o governo Hadich também se enfraqueceu de vez no campo político, a ponto de dois rivais (Quintal e Félix) lançarem pré-candidaturas fantasmas, com riscos evidentes de impugnação por inelegibilidade, para assombrar o grupo político que comanda a cidade.

Além de mal avaliado, Hadich tem um azar único. Isto porque a pesquisa de avaliação de seu governo foi feita antes da divulgação que deixou Limeira fora da lista de beneficiadas com a faculdade de medicina, em função de projetos com falhas propostos pelas mantenedoras interessadas.

O azar se estende à economia do País. O represamento de R$ 169 milhões do orçamento de 2015, anunciado na sexta-feira, vai adiar projetos em andamento na Prefeitura que poderiam reforçar a imagem própria do governo Hadich.

Isto sem falar nas possibilidades de cortes em secretarias e cargos, o que atingiria, em cheio, a própria reforma administrativa que o prefeito tanto defendeu como necessária.

Com o PT, rachado em dois grupos, indicando nome para pesquisas eleitorais e o PMDB também trabalhando, mesmo que timidamente, um nome para 2016, a própria coligação que elegeu Hadich apresenta poros que dificultam a coesão governamental, aumentam os ruídos e prejudicam, sobretudo, os canais de comunicação com a sociedade.

* Crédito da imagem: Prefeitura de Limeira

** Artigo publicado originalmente na Gazeta de Limeira edição de 27-7-15

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Cresce ideia de frente única para encarar Hadich e isolar Félix

Após os primeiros números da pesquisa feita pela Limite Consultoria, a pedido da Gazeta de Limeira, começa a crescer a ideia de união de forças para as eleições de 2016 de modo a se colocar contra o grupo político que atualmente está no Prada e se afastar do ex-prefeito Silvio Félix e Nilton Santos, irmanados em outro projeto.

Lusenrique Quintal, que numericamente está à frente tanto na estimulada quanto na espontânea, está fora da cidade, mas tomou ciência dos números. Ele tem contra si uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que coloca sua eventual candidatura em risco, embora diga publicamente que não está inelegível.

Quintal deve ser procurado em breve por outros dois pré-candidatos.

Mário Botion (PEN) já não esconde o desejo de conversar com o empresário visando as eleições de 2016. Ao mesmo tempo, ele mantém bom trânsito junto aos tucanos, um desejo antigo que enfrenta resistências depois de desentendimentos nas eleições de 2014.

No ninho tucano, há quem acredite que, estando Quintal e Félix inelegíveis, uma eventual união de Eliseu com Botion liquidaria a fatura, já que Hadich, com baixa intenção de votos e altíssima rejeição, teria pouco espaço para crescer rumo à reeleição.

Só que não é tão simples. Eliseu não abre mão de ser cabeça de chapa. Botion também. Para haver aliança, um dos dois terá de ceder.

Caso não seja concretizada a aliança, aumentam as chances de eventual segundo turno. Principalmente se Quintal também efetivar a candidatura e esperar uma decisão da Justiça.

Daí que ganha corpo a união das três forças políticas, Quintal-Botion-Eliseu, num grupo único para enfrentar Hadich.

O PR também pode ser procurado. Hoje, o partido está aliado com Hadich. Mas é importante lembrar que, em 2012, esteve com Quintal. E Miguel Lombardi, comandante do PR, tem bom trânsito com Eliseu.

Além de unificar um discurso de oposição ao atual governo, o grupo estaria afastado do ex-prefeito Silvio Félix, que, apesar das intenções de voto, tem rejeição elevada. Apenas Nilton Santos mergulhou de vez no projeto de retorno do ex-prefeito que foi cassado pela Câmara em 2012.

Menos candidatos aumentam as chances de uma disputa em turno só.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ou vai ou racha

Não é preciso muito para concluir que o segundo ano do mandato de Paulo Hadich foi melhor que o primeiro.

Por um motivo simples: quando pouca coisa acontece, o pouco que vem a seguir significa muito.

No caso do atual prefeito, só o fato de ter evitado bobagens, como o corte de ovos de Páscoa às crianças, corte da TV Cultura e o desleixo na montagem da árvore de Natal na praça central, já mostrou que Hadich aprendeu algumas lições.

Hadich teve o que comemorar e com o que se preocupar neste ano. Obteve conquistas que nenhum outro prefeito conseguiu, como o tão esperado Poupatempo (já em funcionamento) e o Bom Prato, ambos programas do governo estadual.

A cidade avançou na busca pela faculdade de medicina. No campo da habitação e urbanismo, foram criados mecanismos para regularização de bairros há anos esquecidos pelo poder público local, marcando uma distinção de outras gestões.

Mesmo com avanços em algumas áreas, a pesquisa feita pela Limite Consultoria, a pedido da Gazeta no final de agosto, mostrou baixa popularidade de seu governo: 48,9% de reprovação e 63% dos entrevistados dizendo que nada melhorou com a sua administração.

Difícil estimar se esses índices melhoraram, mas, após a pesquisa, é preciso destacar a atuação de Hadich na condução de ações contra a crise hídrica.

Tardio ou não, o plano de ações preventivas comandado pela Prefeitura ajudou a cidade a passar (bem, se comparado a outras cidades) pelo momento terrível de seca.

Há outro fato. Com a pesquisa divulgada, o diagnóstico de Hadich foi: é preciso divulgar mais as ações do governo. Daí a explosão de propagandas (algumas forçadas, como as da pesquisa de uma consultoria, com a qual o governo quis tirar dividendos políticos).

Se isso apagará a primeira impressão deixada por Hadich, só saberemos no futuro.

No campo político, o prefeito terminou mal o ano.

Não conseguiu unificar sua base na Câmara, para eleger um aliado na presidência. Precisou recuar diante da ideia de tributar chácaras com o IPTU, não conseguiu convencer os vereadores sobre a "taxa da luz", e irritou profundamente os servidores públicos com medidas impopulares.

Começa o ano novo com queixas de vários vereadores e segmentos políticos. Quem acompanha a área sabe que a época para mover peças no tabuleiro eleitoral é o ano anterior ao da eleição.

Se 2013 foi o ano para falar mal da herança que recebeu e do governo anterior, 2014 foi o tempo necessário para Hadich concluir a reforma administrativa que tanto apregoou como necessária para governar – não sem polêmica, como o questionamento do MP na Justiça, por enquanto no campo da interpretação jurídica.

Tudo leva a crer que 2015, como diz um observador da política local, vai transcorrer na base do "ou vai ou racha".

* Crédito da imagem: Wagner Morente/Prefeitura de Limeira

** Artigo publicado originalmente pelo editor na edição de 29-12-14 da Gazeta de Limeira

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Corrida à Assembleia Legislativa está aberta

A Gazeta de Limeira trouxe hoje em suas páginas pesquisa feita pela Limite Consultoria sobre intenções de votos dos limeirenses para deputado estadual e o resultado mostra um quadro totalmente indefinido, cheio de possibilidades, como era de se esperar um levantamento feito um mês antes das homologações das candidaturas.

Kléber Leite confirma o surpreendente favoritismo já indicado em pesquisas encomendadas no início do ano por alguns pré-candidatos. O apresentador da TV Jornal (na foto ao lado*), na pesquisa estimulada da Limite, aparece com 12,7% das intenções de voto. É um desempenho a ser comemorado, uma vez que o petebista jamais concorreu a cargo eletivo na cidade. Tem a seu favor a popularidade que a apresentação de um programa de TV lhe dá.

Kléber é funcionário da TV de propriedade de Orlando Zovico, que é vice-prefeito de Limeira, administrada por Sílvio Félix, que quer eleger a esposa. O que vai sair dessa relação é imprevisível, mas, até o momento, Leite parece ter tido liberdade total para desenvolver sua pré-candidatura.

Constância Félix (na foto ao lado**) também não pode se queixar de seu desempenho - ela tem 11,5% das intenções de voto. Ungida candidata pelo marido, a primeira-dama aposta em colher frutos das atividades que desenvolveu no Fundo Social de Solidariedade e terá uma campanha bem estruturada pelos homens de confiança do prefeito Sílvio Félix. A possibilidade de crescimento nas intenções de voto é grande.

O empresário e proprietário da TV Mix, Lusenrique Quintal, aparece em 3º, com 9,5%. É pouco para quem esteve presente nas últimas duas eleições majoritárias na cidade.

Estes três primeiros colocados estão tecnicamente empatados, conforme reportagem de Bruna Lencioni.

Figuram na pesquisa ainda Wilson Cerqueira (PT), com 5,6%; Joaquim Raposo (PSL), com 4,4%; Paulo Hadich, do PSB, com 4,2%; Otoniel Lima (PRB), com 4% - o que demonstra definitivamente que o eleitorado limeirense não o vê como representante de Limeira na Assembleia Legislativa do Estado -; Pedro Bom, do PSOL, com 3%; José Luiz Gazotti (PSDB), que, longe da mídia faz seis anos, amarga apenas 2,8% das intenções de votos; e Tarcílio Bosco, com 2,7%.

Candidatos de fora detêm 23% de preferência, quantidade significativa de votos, mas é bom lembrar que os postulantes limeirenses também terão eleitores em outras cidades.

* Imagem retirado do twitter do apresentador
** Imagem retirada do site www.corderovirtual.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Guerra de audiência: Justiça julga improcedente ação da Limite contra TV Mix e Tiago Gardinali

O juiz da 4ª Vara Cível de Limeira, Marcelo Ielo Amaro, julgou improcedente a ação ajuizada pela Limite Consultoria contra a Fundação Lusenrique Quintal, mantenedora da TV Mix, e o apresentador do programa "Em Cima do Fato", Tiago Gardinali (na foto*).

Em 2008, a Limite alegou à Justiça que teve dano material e moral por conta de comentários à duas pesquisas feitas por ela.

Após a apresentação das partes - a TV Mix e Gardinali pediram também, na mesma ação, uma reparação, sem sucesso -, o juiz entendeu que não houve êxito em apontar com precisão se teve erro quando da elaboração da primeira pesquisa realizada pela Limite por contratação da TV Mix, nem quando do segundo levantamento realizado pela concorrente TV Jornal ou quando da elaboração das duas pesquisas.

Amaro observou que as provas documentais e testemunhais apresentadas no processo levantaram a hipótese das duas pesquisas terem observado os rigores técnicos quando da utilização dos métodos

"Dizer que uma ou outra incorreu em erro, seja de interpretação dos dados obtidos, seja de inobservância de outras circunstâncias relevantes, ou mesmo dizer que foram escorreitas, face a dubiedade da prova colhida, se mostra afirmação temerária, fruto de exercício de dedução, ilação, não condizente com veredicto justo", considerou o magistrado na sentença assinada em 21 de dezembro.

Ainda que com resultados bem diferentes, somadas à incerteza de correção, Amaro diz que não há como censurar a crítica "própria de uma sociedade democrática e aberta".

Como as duas partes não obtiveram êxito no pedido indenizatório, terão de dividir os custos advocatícios. Ambos podem recorrer da decisão.

* Retirada do site home.alie.br