O grupo liderado por Osmar Lopes não participou do encontro de ontem da militância do PT e mostrou irritação com a situação.
Para eles, não é o PT que se reuniu, mas apenas uma parte do partido comprometido com o que chamam de "desgoverno de Limeira".
O bloco de Lopes e a esposa, Eunice, líder do sindicato dos servidores, rompeu com o governo Hadich por não considerá-lo democrático, nem popular e nem voltado às necessidades básicas da população.
Para este grupo, o encontro de ontem só tinha o objetivo de negociar questões para a eleição de 2016.
Há críticas sobre a falta de reuniões da executiva e do partido, o que seria, segundo eles, um desrespeito ao estatuto do PT.
O grupo tem integrantes na Executiva do PT de Limeira e da Coordenação da Militância de Esquerda Socialista.
* Trecho publicado originalmente na Gazeta de Limeira, edição de 13 de janeiro de 2015
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
PT vai até o fim com Hadich, mas estabelece prioridades
Militantes do PT de Limeira se reuniram nesta segunda-feira (12.jan.15) em debate, no Carlton Plaza Hotel, e estabeleceram prioridades que vão ser encaminhadas ao prefeito Paulo Hadich (PSB). Conforme a Gazeta apurou, não há sinais de rompimento e o consenso entre os participantes (equivalente a 60% do diretório local) é de que a sigla vá com Hadich até o fim do mandato.
Participaram do encontro 25 pessoas, entre eles o vice-prefeito Antônio Carlos Lima, o secretário de Gestão Estratégica, Mauro Zeuri, os vereadores Ronei Martins, Aloízio Marinho e Érika Monteiro Moraes, e representantes dos sindicatos dos professores (Apeoesp) e dos bancários. O debate não teve caráter oficial.
A reportagem teve acesso à minuta que os militantes devem formalizar ao partido, com ideias a serem levadas a Hadich.
Uma das prioridades é a regularização do acampamento Elizabeth Teixeira, no Horto Florestal.
A Prefeitura segue em tratativas com a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas pouco se avançou, nos dois últimos anos, no Judiciário para um acordo que resolva a questão.
Os militantes também desejam que o Executivo debata os projetos, enviados à Câmara Municipal, com os vereadores da sigla.
Um exemplo de insatisfação foi o projeto enviado à Casa no final do ano passado, sobre a prerrogativa de não vender mais parte das férias dos servidores. A medida causou irritação no funcionalismo, e só não chegou ao plenário porque foi barrado antes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Os petistas também querem que o governo recomponha a maioria na Câmara Municipal.
A irritação veio após a votação da Mesa Diretora - os dois vereadores do PSB, partido de Hadich, não votaram em Raul Nilsen Filho, candidato do prefeito.
Na avaliação dos militantes, o PT foi fiel e defende mais o governo do que os demais vereadores da base.
As ideias debatidas ontem ainda precisam ser oficializadas pela sigla em reunião oficial.
* Trecho de reportagem publicado originalmente na Gazeta de Limeira, edição de 13 de janeiro de 2015
Participaram do encontro 25 pessoas, entre eles o vice-prefeito Antônio Carlos Lima, o secretário de Gestão Estratégica, Mauro Zeuri, os vereadores Ronei Martins, Aloízio Marinho e Érika Monteiro Moraes, e representantes dos sindicatos dos professores (Apeoesp) e dos bancários. O debate não teve caráter oficial.
A reportagem teve acesso à minuta que os militantes devem formalizar ao partido, com ideias a serem levadas a Hadich.
Uma das prioridades é a regularização do acampamento Elizabeth Teixeira, no Horto Florestal.
A Prefeitura segue em tratativas com a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas pouco se avançou, nos dois últimos anos, no Judiciário para um acordo que resolva a questão.
Os militantes também desejam que o Executivo debata os projetos, enviados à Câmara Municipal, com os vereadores da sigla.
Um exemplo de insatisfação foi o projeto enviado à Casa no final do ano passado, sobre a prerrogativa de não vender mais parte das férias dos servidores. A medida causou irritação no funcionalismo, e só não chegou ao plenário porque foi barrado antes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Os petistas também querem que o governo recomponha a maioria na Câmara Municipal.
A irritação veio após a votação da Mesa Diretora - os dois vereadores do PSB, partido de Hadich, não votaram em Raul Nilsen Filho, candidato do prefeito.
Na avaliação dos militantes, o PT foi fiel e defende mais o governo do que os demais vereadores da base.
As ideias debatidas ontem ainda precisam ser oficializadas pela sigla em reunião oficial.
* Trecho de reportagem publicado originalmente na Gazeta de Limeira, edição de 13 de janeiro de 2015
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Rompimento de grupo de Osmar com Hadich tem efeito mais simbólico do que prático
O rompimento da Militância de Esquerda Socialista do PT com o governo de Paulo Hadich (PSB) tem mais agitação do que consistência para provocar danos práticos ao grupo político que ocupa hoje o Edifício Prada.
Sejamos francos: o chamamento para entrega de cargos proposto pelo casal Lopes não vai dar em nada.
A aliança do PT com Hadich segue forte, por ora. Ela é garantida pelo grupo de Antônio Carlos Lima (PT).
Nenhum dos altos petistas que comandam secretarias vai deixar o governo para atender o chamado de Osmar e Eunice Lopes (na foto).
O grupo de Osmar, como se sabe, queria integrar o governo. Foi deixado de lado na composição.
A partir disso, houve o esperado descontentamento e o afastamento.
Até porque ninguém é capaz de negar que o grupo dos Lopes não tenha se engajado na eleição de Hadich. Engajou-se tanto que foi alvo de processo judicial que chegou a assustar.
Como dificilmente será atendido, o que pode perder Hadich?
Eunice dá as cartas no funcionalismo municipal. Pode engrossar, de novo, nas reivindicações no próximo ano e endurecer nos movimentos grevistas.
Em eventual tentativa de reeleição, o casal Lopes pode não se engajar. Haveria, pequena ou não, perda de militância nessa seara.
Por enquanto, a perda é mais simbólica do que efetiva. Simbólica porque não deixa de ser o segundo grupo ligado ao PT que mostra descontentamento com os rumos do governo que o partido integra.
Nos próximos dias, o vereador que lutou praticamente sozinho, pelo PT, na oposição no primeiro mandato de Silvio Félix, José Carlos Pinto Oliveira, vai se desfiliar da legenda. É consequência do já anunciado rompimento de grupos ligados ao Sindicato dos Metalúrgicos ao atual governo.
De perda em perda, simbólica ou não, Hadich pode até manter a aliança com o PT até o final do governo.
Mas ela terminará menor e menos engajada do que começou.
Sejamos francos: o chamamento para entrega de cargos proposto pelo casal Lopes não vai dar em nada.
A aliança do PT com Hadich segue forte, por ora. Ela é garantida pelo grupo de Antônio Carlos Lima (PT).
Nenhum dos altos petistas que comandam secretarias vai deixar o governo para atender o chamado de Osmar e Eunice Lopes (na foto).
O grupo de Osmar, como se sabe, queria integrar o governo. Foi deixado de lado na composição.
A partir disso, houve o esperado descontentamento e o afastamento.
Até porque ninguém é capaz de negar que o grupo dos Lopes não tenha se engajado na eleição de Hadich. Engajou-se tanto que foi alvo de processo judicial que chegou a assustar.
Como dificilmente será atendido, o que pode perder Hadich?
Eunice dá as cartas no funcionalismo municipal. Pode engrossar, de novo, nas reivindicações no próximo ano e endurecer nos movimentos grevistas.
Em eventual tentativa de reeleição, o casal Lopes pode não se engajar. Haveria, pequena ou não, perda de militância nessa seara.
Por enquanto, a perda é mais simbólica do que efetiva. Simbólica porque não deixa de ser o segundo grupo ligado ao PT que mostra descontentamento com os rumos do governo que o partido integra.
Nos próximos dias, o vereador que lutou praticamente sozinho, pelo PT, na oposição no primeiro mandato de Silvio Félix, José Carlos Pinto Oliveira, vai se desfiliar da legenda. É consequência do já anunciado rompimento de grupos ligados ao Sindicato dos Metalúrgicos ao atual governo.
De perda em perda, simbólica ou não, Hadich pode até manter a aliança com o PT até o final do governo.
Mas ela terminará menor e menos engajada do que começou.
Presidente do TRE nega recurso de Quintal contra absolvição de Hadich no caso Sindsel
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, desembargador Antônio Carlos Mathias Coltro, negou seguimento, no dia 3, ao recurso especial no qual Lusenrique Quintal tentou rediscutir o episódio do Sindsel, cuja decisão foi pela absolvição do prefeito Paulo Hadich, Antônio Carlos Lima, Osmar Lopes e Eunice Lopes.
Segundo o magistrado (na foto), o recurso não reunia as condições necessárias para prosperar, já que, para se chegar à conclusão oposta a dada - ausência de prova dos ilícitos imputados aos acusados -, seria necessário o reexame do contexto de fatos e provas do processo.
Ocorre que isso é providência vedada nesta altura dos autos, conforme estabelecido na súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A única saída de Quintal para tentar manter viva a possibilidade de cassar Hadich é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitir o recurso e autorizar a subida do processo para Brasília.
É difícil.
Crédito da foto: TSE
Segundo o magistrado (na foto), o recurso não reunia as condições necessárias para prosperar, já que, para se chegar à conclusão oposta a dada - ausência de prova dos ilícitos imputados aos acusados -, seria necessário o reexame do contexto de fatos e provas do processo.
Ocorre que isso é providência vedada nesta altura dos autos, conforme estabelecido na súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A única saída de Quintal para tentar manter viva a possibilidade de cassar Hadich é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitir o recurso e autorizar a subida do processo para Brasília.
É difícil.
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