O empresário Paulo Skaf (PMDB) também não tem do que reclamar de sua votação em Limeira, por onde passou no final de setembro para uma caminhada nas ruas do Centro.
Na primeira vez que disputou o Palácio dos Bandeirantes, em 2010, ele teve 11.328 votos na cidade, o que correspondeu a 7,8% dos votos válidos. Na ocasião, ele era a terceira força política, atrás de Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloízio Mercadante (PT).
Em 2014, transformado em segunda força com o fracasso eleitoral de Alexandre Padilha (PT), Skaf levou para casa 37.796 votos em Limeira, equivalente a 27,3% dos votos válidos.
O crescimento dos votos, de 233%, foi superior até mesmo à evolução da votação de Alckmin, embora o tucano tenha ficado bem à frente e se reeleito.
Skaf sai dessa eleição mais competitivo para as próximas.
*Ampliação de nota originalmente publicada pelo autor na coluna Prisma, na Gazeta de Limeira, edição de 08/10/14
**Crédito da foto: Fiesp
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Alckmin amplia votação em Limeira
Reeleito para mais quatro anos à frente do Palácio dos Bandeirantes, aumentando o domínio tucano em São Paulo, Geraldo Alckmin melhorou sua performance em Limeira.
Em 2010, quando se elegeu pela 3ª vez - a 1ª foi como vice de Mário Covas -, Alckmin recebeu 66.923 votos na cidade, o equivalente a 46,2% dos votos válidos.
Agora, em 2014, o tucano foi escolhido por 76.974 eleitores, 55,6% dos votos válidos.
Resultado, aliás, mais do que significativo para ele olhar com mais frequência para Limeira.
*Ampliação de nota originalmente publicada pelo autor na coluna Prisma, na Gazeta de Limeira, edição de 08/10/14
**Crédito da imagem: site de Veja
Em 2010, quando se elegeu pela 3ª vez - a 1ª foi como vice de Mário Covas -, Alckmin recebeu 66.923 votos na cidade, o equivalente a 46,2% dos votos válidos.
Agora, em 2014, o tucano foi escolhido por 76.974 eleitores, 55,6% dos votos válidos.
Resultado, aliás, mais do que significativo para ele olhar com mais frequência para Limeira.
*Ampliação de nota originalmente publicada pelo autor na coluna Prisma, na Gazeta de Limeira, edição de 08/10/14
**Crédito da imagem: site de Veja
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Um sonho de verão congelado
A eleição de 2014 tinha tudo para ser imprevisível depois daquela impressionante sombra que projetou-se no Congresso, na imagem que marcou para sempre as manifestações de junho de 2013. E foi mesmo tanto imprevisível que terminou ontem da forma mais previsível possível no Brasil e no maior colégio eleitoral: PT x PSDB no segundo turno e Alckmin reeleito, respectivamente.
O tema que impulsionou o levante popular de 2013, mobilidade urbana, com as discussões sobre as tarifas do transporte coletivo, jamais esteve no centro do debate presidencial, nem no da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
A reforma política, que esteve no centro das manifestações, tampouco foi discutida minuciosamente entre Dilma, Aécio e Marina.
No calor da movimentação das ruas, Dilma apressou-se em propor mecanismos para esta reforma, que foram sepultadas por um Congresso reticente em dar sequência ao assunto.
Também pudera: a imagem da petista foi a mais abalada em junho de 2013.
Mais de um ano depois, ela praticamente recuperou o que havia perdido, a ponto daquilo passar agora quase despercebido.
Postulante há tempos à presidência, Aécio nunca conseguiu encarnar o espírito de mudança que o vozerio das ruas pedia.
A candidata que tinha o maior potencial para isso era Marina, e ela quase conseguiu. Vitaminada após ser catapultada à corrida presidencial depois da morte de Eduardo Campos, ela preservava inicialmente seu capital político, mas foi desidratada ao longo do último mês pela máquina publicitária petista.
Em São Paulo, onde ocorreram algumas das manifestações mais eloquentes em 2013, o espírito de mudança pedido naquele junho passou ainda mais longe da campanha eleitoral.
Mesmo com uma crise hídrica em andamento, Geraldo Alckmin liderou as intenções de voto do começo ao fim, sem precisar dar muita atenção aos votos de renovação.
Skaf e Padilha deram pouco trabalho, sendo o petista um dos maiores fracassos, já que era a aposta de Lula e não repetiu o projeto que deu certo com Fernando Haddad em 2012, frustrando o plano de tomar o colégio eleitoral que tanto almeja.
Pode ser que, no segundo turno presidencial, alguns dos temas em voga na agitação das ruas sejam tratados com mais frequência entre Dilma e Aécio, mas a manutenção da polarização PT x PSDB é um sinal de que os descontentes do ano passado seguem órfãos de uma alternativa política, a ponto de preferir reeditar o confronto de duas siglas que já estiveram no poder do que arriscar uma nova vertente.
Por ora, as manifestações de rua não passaram de um sonho de verão que ficou congelado no inverno daquele junho de 2013.
*Artigo publicado originalmente pelo editor na edição de 06-10-14 da Gazeta de Limeira
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domingo, 28 de março de 2010
Partido de Félix terá a vice na chapa do PT em SP
Pelo andar da carruagem, o PDT, partido do prefeito Sílvio Félix, será o mais importante aliado do PT na disputa de outubro contra a hegemonia tucana no comando do Estado.
Se, de fato, o presidenciável Ciro Gomes não for dissuadido a desistir da briga pelo Planalto para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, o PDT deve ficar com a vice na chapa que, ao que tudo indica, deverá ser encabeçada pelo senador Aloízio Mercadante, que disputou e perdeu a eleição para governador em 2006 para José Serra.
Será interessante avaliar o comportamento de Félix, que possui cargo na Executiva Estadual do partido, tendo de apoiar o PT, partido que lhe faz oposição ferrenha em âmbito municipal.
Se, de fato, o presidenciável Ciro Gomes não for dissuadido a desistir da briga pelo Planalto para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, o PDT deve ficar com a vice na chapa que, ao que tudo indica, deverá ser encabeçada pelo senador Aloízio Mercadante, que disputou e perdeu a eleição para governador em 2006 para José Serra.
Será interessante avaliar o comportamento de Félix, que possui cargo na Executiva Estadual do partido, tendo de apoiar o PT, partido que lhe faz oposição ferrenha em âmbito municipal.
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