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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Nome do novo programa de Davoli vira briga entre emissoras de rádio na Justiça

Polêmica é o sobrenome de Osvaldo, o Davoli.

A última diz respeito de seu novo programa, no ar desde segunda-feira na Rádio Mix AM, com o nome "A Voz é a do Povo".

Na semana passada, a Rádio Educadora AM ajuizou uma ação contra a emissora de Lusenrique Quintal e o apresentador, apontando concorrência desleal e plágio.

A celeuma: um dos programas de maior audiência da Educadora foi "A Voz do Povo". A empresa cita que o programa passou a se tornar uma marca da emissora, sendo que o nome é utilizado como bordão da programação.

Davoli comandou o programa também, por 15 anos, conforme a petição inicial assinada pelo escritório do advogado Cláudio Zalaf.

A Educadora diz que Davoli passou a plagiar e a copiar a forma de trabalho da rádio, pelo fato de o programa do apresentador na TV Mix se chamar "A Voz é a do Povo".

Davoli diz que o nome de seu novo programa é diferente daquele que comandou na Educadora.

A emissora do Parque Egisto Ragazzo pediu liminar para impedir que o programa fosse ao ar na segunda-feira. No mérito, quer que a Justiça consolide sua propriedade sobre a marca "A Voz do Povo".

Na sexta-feira, o juiz da 1ª Vara Cível, Alex Ricardo dos Santos Tavares, negou a liminar, por falta de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação.

Explicou que a justificativa de que existe ameaça de a Educadora ter seus patrocinadores e ouvintes migrando para a Rádio Mix, "com todo o respeito, não passa de presunção".

Cabe recurso ao Tribunal de Justiça.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Lazer é importante, mas interesses devem ser compatibilizados, diz MP no caso Bar da Montanha

A polêmica está instaurada.

Uma esclarecedora reportagem feita pela jornalista Renata Reis, publicada na edição de 30-09-14 na Gazeta de Limeira, mostra todos os lados do problema que o Bar da Montanha enfrenta, pondo um pouco mais de ordem no desencontro de informações que pulula na internet.

a) O bar não vai fechar, diz o proprietário, para alívio de seus fãs e frequentadores;

b) mais do que não fechar, ele já adiantou que tomou providências, contratando empresa que acompanhará a emissão de sons e equipamento de medição, além de outras melhorias. Isso é ótimo e demonstra sua boa intenção de procurar uma solução para a questão;

c) não há problemas com a Prefeitura no episódio, o alvará está em ordem;

d) é extremamente louvável a iniciativa do manifesto que começou na internet e promete uma passeata, na próxima terça, propondo a discussão sobre a "existência de uma Limeira após às 22h", devendo haver a cobrança certa às autoridades certas. Seria bacana que os idealizadores fossem à Câmara e usassem a Tribuna para ampliar a discussão;

A promotora Fernanda Sumi Barbosa moveu a ação civil pública que pediu e obteve a liminar para que o estabelecimento faça adequações na acústica do local.

Tomou, como base, depoimentos de 7 moradores do Parque Egisto Ragazzo, todos no mesmo sentido: o barulho é alto até às 4h, chega a tremer móveis e janelas de residências, trazendo o que relatam como incômodo.

Há também laudos do Município e da Cetesb apontando que o barulho medido extrapolou os níveis previstos em resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Há uma frase interessante da promotora, na ação, que pode servir como norte para todos, moradores, estabelecimento e frequentadores:

"Não se questiona que o lazer, os shows e as festas sejam formas de diversão válida e importante para as pessoas terem lazer e para o convívio interpessoal. No entanto, isso não pode acontecer em detrimento do direito de sossego de outros. Os interesses devem, portanto, ser compatibilizados", escreveu.

O fato é que o episódio reabriu uma ferida que teima em não cicatrizar em Limeira, que motivam as perguntas e expressões clássicas: "Não é exagero?", "Só em Limeira, em outras cidades não é assim", "A cidade vai virar dormitório", e por aí vai.

Volta à pauta a velha desconfiança de que Limeira não tem opções.

Sabe um canal legal para discutir tudo isso? O Conselho Municipal da Juventude, que tem representantes do Poder Público e da sociedade. Mas o conselho está desativado há, no mínimo, dois anos. Deve voltar em breve, agora vinculado à Secretaria da Cultura. Também não será somente ele que pode dar um rumo à discussão.

Temos aí muitos assuntos para discutir.

Bom senso, respeito à lei, incentivo ao lazer, menos burocracia. Parece fácil, mas não é.

Como conciliar tudo isso? Quem disse que viver em sociedade é fácil?

Crédito da foto: Bar da Montanha

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Também quero viatura da GM direto no bairro onde moro e torná-lo condomínio fechado

Viver sob o receio de virar alvo de assaltantes é uma sensação que existe em praticamente todos os bairros de Limeira.

Não só no Parque Egisto Ragazzo.

Registros de furtos e roubos ocorrem quase que diariamente em todos os bairros de Limeira.

Não só no Parque Egisto Ragazzo.

Muitos bairros ficam situados às margens de rodovias, como Parque Hipólito, Jardim Olga Veroni, Parque Nossa Senhora das Dores, Belinha Ometto, Santa Adélia.

Não é só o Parque Egisto Ragazzo.

Posto isso, fossem essas justificativas, teríamos de tornar condomínios fechados praticamente todos os bairros da cidade, o que é inviável.

Moradores do Parque Egisto Ragazzo têm mesmo de protestar e exigir mais segurança das corporações policiais, em especial a Polícia Militar, que tem função institucional de força ostensiva, não a Guarda Municipal, que tem de proteger patrimônio público.

Daí a fazer disso uma campanha para pressionar autoridades com o objetivo de fechar o bairro novamente é um evidente exagero.

Assim sendo, e na mesma condição de contribuinte, também quero viaturas da GM em meu bairro e restringir a passagem nas ruas.