No último sábado, dia 24, o senador Aloízio Mercadante teve sua pré-candidatura lançada pelo PT para concorrer ao governo de São Paulo no próximo outubro, em mais uma tentativa do partido derrubar a hegemonia tucana, que governa o Estado há 16 anos.
O prefeito Sílvio Félix, integrante do diretório estadual do PDT, partido aliado do PT no plano federal, discursou, e sua fala está exposta em texto publicado no site do diretório estadual do PT, intitulado "Prefeitos reivindicam outro modelo de governo em São Paulo".
Félix disse, segundo o site: "O que tenho visto é que o governo Lula mudou muito a relação com os prefeitos e com os municípios, na distribuição de verbas do PAC, no atendimento e no respeito aos Prefeitos. Sonho com um governo no Estado que tenha a mesma postura republicana".
O texto está, obviamente, bem petista. Os demais depoimentos de prefeitos citados, como os leitores poderão observar, vão na mesma linha do que foi creditado ao administrador de Limeira.
É uma fala que não se coaduna muito com que o prefeito diz publicamente por aqui, em Limeira. Pelo cargo que ocupa, Félix manteve nos últimos anos uma relação bastante cordial com Serra, tendo o recebido muitas vezes, como no lançamento do câmpus da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp) e, mais recentemente, na inauguração do Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
Conseguiu verbas importantes do governo Serra, como a do novo Fórum e a que vai ajudar na duplicação do Anel Viário. A imposição de um presídio, talvez, foi uma das raras estranhezas que Félix teve com o governo Serra.
A política é, sem dúvida, uma área intrigante. Ainda há algumas semanas, o presidente da Câmara, Eliseu Daniel dos Santos, que é do mesmo PDT de Félix, cometeu, na tribuna da Casa, um deslize ao sugerir a rival do tucano, Dilma Rousseff, como uma assaltante de banco - pediu desculpas depois - e elogiar a biografia de Serra, governante do Estado ao qual Félix quer ver mais republicanismo.
Félix sonha com um Estado mais republicano, mas poderia, primeiramente, cobrar mais postura republicana dos vereadores da base aliada na Câmara, para que não façam mais o papelão que fizeram na última segunda-feira, quando substituíram o consultor Celso Leite da Tribuna Livre por uma mulher de Araraquara desconhecida e que nada tinha a dizer ou a fazer ali, exceto pelo fato de que, noticiada pelos dois jornais da cidade, ganhou as primeiras referências no Google.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Limeira atinge R$ 1 bilhão em salários
Antes de ser atingida em 2008 pelos efeitos da crise financeira mundial que chegou à maioria dos países do globo, a economia de Limeira registrou, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão injetado somente por salários recebidos pelos trabalhadores locais.
Segundo dados do cadastro central de empresas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os salários e remunerações pagas ao trabalhador chegou a R$ 1,088 bilhão, aumento de 13% em relação aos R$ 963 milhões do ano anterior. Entre 2005 e 2007, houve crescimento de 31% no valor.
A evolução da injeção de dinheiro na economia, o que estimula o consumo no município, está diretamente associada ao crescimento verificado pelo IBGE na massa de trabalhadores ocupados. Em 2007, 78.558 pessoas tinham trabalho formal, 3% a mais que no ano anterior.
Nos dois últimos anos disponíveis no cadastro, mais de 7 mil pessoas passaram a figurar como ocupadas no município, conforme estatísticas do instituto. Dos 78,5 mil ocupados em 2007, 84% estavam cadastradas pelo IBGE como assalariados, aumento de 6,3% em relação a 2006.
O avanço coincide com a expansão de novos postos de trabalho formais gerados no município em 2007.
Naquele ano, Limeira criou 3.411 vagas, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego - foi o 2º melhor desempenho da década e 85% a mais na comparação com o ano anterior.
Em 2007, ano em que os empresários de Limeira pagaram R$ 1 bilhão aos trabalhadores, a indústria de transformação, que emprega 40% dos trabalhadores do município, puxou o crescimento do mercado de trabalho, sendo responsável por 39% das vagas criadas.
Segundo o cadastro do IBGE, o salário médio mensal do limeirense naquele ano foi de 3,4 salários mínimos.
Os números do IBGE são indícios de que o Produto Interno Bruto (PIB) de Limeira em 2007, que será divulgado pelo órgão no próximo mês, aumentará em relação a 2006. O indicador, que é a soma de todas as riquezas produzidas, é o principal medidor da força econômica de um local.
O consultor de empresas Celso Leite explica que a injeção de salários tem ligação com o tamanho do PIB e que Limeira chegou ao patamar de R$ 1 bi devido à aceleração da economia verificada em todo o País em 2007 e do crescimento vegetativo.
"Para manter ou aumentar este nível, o município precisa atrair empresas com produtos de alto valor agregado. Depende muito do que está sendo feito pelos empresários e pelo poder público", analisa.
Leite acredita que, apesar de a crise ter estourado em setembro de 2008, o ano passado deverá manter o padrão de salários/remunerações.
"O trabalhador demitido no início da crise, em outubro, recebeu FGTS ou multa, então Limeira deve manter ou ter pequena redução nesse índice. O grande impacto na injeção de salários será verificado no primeiro semestre deste ano", avalia.
Segundo dados do cadastro central de empresas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os salários e remunerações pagas ao trabalhador chegou a R$ 1,088 bilhão, aumento de 13% em relação aos R$ 963 milhões do ano anterior. Entre 2005 e 2007, houve crescimento de 31% no valor.
A evolução da injeção de dinheiro na economia, o que estimula o consumo no município, está diretamente associada ao crescimento verificado pelo IBGE na massa de trabalhadores ocupados. Em 2007, 78.558 pessoas tinham trabalho formal, 3% a mais que no ano anterior.
Nos dois últimos anos disponíveis no cadastro, mais de 7 mil pessoas passaram a figurar como ocupadas no município, conforme estatísticas do instituto. Dos 78,5 mil ocupados em 2007, 84% estavam cadastradas pelo IBGE como assalariados, aumento de 6,3% em relação a 2006.
O avanço coincide com a expansão de novos postos de trabalho formais gerados no município em 2007.
Naquele ano, Limeira criou 3.411 vagas, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego - foi o 2º melhor desempenho da década e 85% a mais na comparação com o ano anterior.
Em 2007, ano em que os empresários de Limeira pagaram R$ 1 bilhão aos trabalhadores, a indústria de transformação, que emprega 40% dos trabalhadores do município, puxou o crescimento do mercado de trabalho, sendo responsável por 39% das vagas criadas.
Segundo o cadastro do IBGE, o salário médio mensal do limeirense naquele ano foi de 3,4 salários mínimos.
Os números do IBGE são indícios de que o Produto Interno Bruto (PIB) de Limeira em 2007, que será divulgado pelo órgão no próximo mês, aumentará em relação a 2006. O indicador, que é a soma de todas as riquezas produzidas, é o principal medidor da força econômica de um local.
O consultor de empresas Celso Leite explica que a injeção de salários tem ligação com o tamanho do PIB e que Limeira chegou ao patamar de R$ 1 bi devido à aceleração da economia verificada em todo o País em 2007 e do crescimento vegetativo.
"Para manter ou aumentar este nível, o município precisa atrair empresas com produtos de alto valor agregado. Depende muito do que está sendo feito pelos empresários e pelo poder público", analisa.
Leite acredita que, apesar de a crise ter estourado em setembro de 2008, o ano passado deverá manter o padrão de salários/remunerações.
"O trabalhador demitido no início da crise, em outubro, recebeu FGTS ou multa, então Limeira deve manter ou ter pequena redução nesse índice. O grande impacto na injeção de salários será verificado no primeiro semestre deste ano", avalia.
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