O Diário Oficial do Estado relembrou, na edição da última terça-feira (28/10), os 25 anos da Constituição do Estado de São Paulo, instituída em 1989.
Na página 3, ao lado de um texto de Carlos Alberto Ungaretti Dias sobre a participação popular e de um depoimento do hoje deputado federal Ivan Valente, foram relembrados cinco deputados constituintes.
Um deles é conhecido dos limeirenses.
Trata-se do engenheiro Jurandyr Paixão de Campos Freire Filho, o Jurinha, filho do ex-prefeito Jurandyr Paixão.
Jurinha, diz a publicação, foi constituinte eleito pelo PMDB com 101.866 votos, em sua maioria em sua cidade natal (nenhum dos candidatos limeirenses chegou perto dessa votação nas eleições de 2014).
Ex-secretário de Obras em Campinas e de Planejamento em Limeira, ele exerceu seu mandato na Assembleia Legislativa do Estado entre 1987 e 1991, sendo o 1º secretário da Casa de 87 a 89.
Anos mais tarde, foi eleito deputado federal e, posteriormente, acabou investigado por várias irregularidades, tendo deixado Limeira.
Outros citados também são conhecidos.
Como o advogado José Dirceu de Oliveira Silva, eleito à Constituinte com 23,9 mil votos. Ele viria ser, anos mais tarde, o mais poderoso ministro no início do governo Lula, e tragado pelo escândalo do mensalão.
Também foram mencionados pelo Diário Oficial os ex-deputados José Mentor, José Cicote e José Francisco Archimedes Lammoglia.
* Crédito da imagem: Assembleia Legislativa
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
A história secreta de uma renúncia
De Rodrigo Piscitelli, em seu blog Bate-Bola:
"Era final de março de 2002, provavelmente dia 29. Eram fortíssimos os rumores de que o então prefeito de Limeira, o empresário Pedro Teodoro Kühl (PSDB), o primeiro reeleito sucessivamente na história da cidade, iria renunciar ao mandato para ser candidato a deputado federal. Há tempos o tucano vinha reclamando que a cidade deixava de ganhar muito com a ausência de um representante em Brasília (o último deputado federal limeirense foi Jurandyr Paixão Filho, o Jurinha, que deixou o cargo em 1998). Com a autoconfiança e um certo grau de messianismo que sempre lhe foram característicos, Kühl arvorou-se o dever de sanar este problema, ainda que parecesse uma tarefa insana para quem um ano e seis meses antes havia sido aclamado pelas urnas para manter-se no cargo mais alto do Executivo limeirense por mais quatro anos. Nos bastidores políticos, a possibilidade da renúncia era ao mesmo tempo provável (para quem conhecia o prefeito) e impensável (para quem conhecia o cenário eleitoral, uma candidatura que exigia algo em torno de 120 mil votos)". Leia mais aqui.
"Era final de março de 2002, provavelmente dia 29. Eram fortíssimos os rumores de que o então prefeito de Limeira, o empresário Pedro Teodoro Kühl (PSDB), o primeiro reeleito sucessivamente na história da cidade, iria renunciar ao mandato para ser candidato a deputado federal. Há tempos o tucano vinha reclamando que a cidade deixava de ganhar muito com a ausência de um representante em Brasília (o último deputado federal limeirense foi Jurandyr Paixão Filho, o Jurinha, que deixou o cargo em 1998). Com a autoconfiança e um certo grau de messianismo que sempre lhe foram característicos, Kühl arvorou-se o dever de sanar este problema, ainda que parecesse uma tarefa insana para quem um ano e seis meses antes havia sido aclamado pelas urnas para manter-se no cargo mais alto do Executivo limeirense por mais quatro anos. Nos bastidores políticos, a possibilidade da renúncia era ao mesmo tempo provável (para quem conhecia o prefeito) e impensável (para quem conhecia o cenário eleitoral, uma candidatura que exigia algo em torno de 120 mil votos)". Leia mais aqui.
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