Notícias sobre Justiça, leis e a sociedade: fatos e análises.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Justiça Federal manda TV Jornal exibir nova mensagem em sua programação

Uma nova mensagem deverá ser levada ao ar pela TV Jornal (logo*) nos próximos dias, por decisão da Justiça Federal de Piracicaba.

A ordem veio em despacho dado no início do mês em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal contra a Fundação Orlando Zovico, pertencente ao vice-prefeito de Limeira.

O despacho com a obrigatoriedade de uma nova mensagem antes dos programas atende pedido do procurador Fausto Kozo Kosaka, autor da ação.

Se a TV Jornal não cumprir a determinação, pagará multa diária de R$ 5 mil.

O blog fica devendo o conteúdo da mensagem, já que não teve acesso direto ao texto completo do despacho, mas os leitores poderão acompanhá-lo nos próximos dias, se, é claro, a Fundação Orlando Zovico atender a ordem, o que deverá ocorrer.

Desde outubro passado, a TV Jornal vem exibindo uma mensagem indicativa de que está atendendo suas finalidades educativas por decisão da Justiça Federal.

A ação civil pública do MPF pede, no mérito, a cassação da emissora.

Leia mais:
Pedida a cassação da TV Jornal
Íntegra da liminar contra a TV Jornal
Juíza ameniza situação da TV Jornal e permite apoio cultural e patrocínio para programas
Ministério das Comunicações volta a multar Fundação Orlando Zovico

* Logo retirado do site www.tvjornaldelimeira.com.br

Justiça determina perícia médica no caso Lucas Babolim

O juiz Rilton José Domingues, da 2ª Vara Cível, nomeou o médico perito Paulo Sérgio Hansen Martins para analisar o prontuário do menino Lucas Henrique Babolim, 6 anos (ao lado*).

Lucas está em estado neurovegetativo desde dezembro de 2007.

Na ocasião, ele deu entrada na Santa Casa de Limeira com uma fratura exposta no pé, provocada por um carro.

Na cirurgia, teve uma parada cardiorrespiratória e veio a entrar em coma. Os pais dizem que o anestesista não estava na sala.

A família de Lucas acionou na Justiça a Santa Casa e o médico Salim Elias Neto, deixando para o juiz fixar o valor da indenização a ser paga por ambos.

No último dia 26 de junho, Domingues reafirmou a legitimidade da ação. "A preliminar de inépcia inicial deve ser afastada. A petição inicial traz em seu bojo toda a pretensão do autor, não havendo qualquer dificuldade para seu perfeito entendimento".

O juiz também reconheceu a Santa Casa como ré, rejeitando a tese defendida pelo hospital. "Também deve ser afastada a preliminar de ilegitimidade passiva da ré Santa Casa, vez que sua responsabilidade decorre do fato de o médico integrar seu corpo clínico, mantendo com ela relação de preposição, ainda que inexistente vínculo empregatício".

Caberá ao Dr.Martins a produção de prova pericial do caso.

As partes poderão indicar assistentes técnicos e apresentar quesitos a serem esclarecidos na perícia. Os pareceres poderão ser juntados ao processo.

A Secretaria Municipal de Saúde ficou encarregada, por ordem da Justiça, de manter contato e encaminhar os autos ao médico perito.

*Imagem retirada do site www.acil.org.br

Só psicologia não adianta

Texto do autor publicado na coluna Prisma, edição de hoje (20/07/09) da Gazeta de Limeira:

"Atendo o telefone.

Na linha, um leitor, trabalhador cidadão, faz um desabafo.

'Moço, avisa para o juiz, para a polícia, está um horror esse negócio de pichação. Tem que prender o pai desses meninos. Veja a passarela da Ponte Preta, entregou num dia e no outro já está pichada. Você promete que vai avisar as autoridades?'.

Deixo aqui o aviso, embora os sinais sejam dados sempre, como a Gazeta registra diariamente.

O que me chamou a atenção no desabafo foi a psicologia extremada adotada pelo cidadão, que parou o que tinha para fazer às 14 horas de um dia comum para demonstrar, num desabafo, sua indignação.

Usar da psicologia também tem sido uma constante da administração do prefeito Sílvio Félix (PDT), quando vem a sugerir medidas, através de leis, para combater situações polêmicas.

Ganhar manchetes dos veículos e esperar que, com isso, haverá um efeito psicológico suficiente para amenizar o problema é um engano. Félix parece apostar nesta tese. É um risco.

Em janeiro, Félix sancionou a lei, aprovada pela Câmara, que restringe a atuação dos flanelinhas.

Porém, para que de fato haja a aplicação de multa no valor de R$ 500, falta a regulamentação.

Até hoje, inexplicavelmente, a prefeitura não o fez.

Sem definição do lugar em que a atividade estará proibida e de quem a fiscalizará, não há punição.

Consequentemente, os flanelinhas continuam a incomodar motoristas limeirenses.

Em setembro de 2008, a Câmara aprovou lei do vereador Carlinhos Silva que prevê multa aos pais de menores flagrados usando cerol em pipas.

Porém, para que de fato haja a aplicação de multa, é preciso regulamentar a lei.

Até hoje, inexplicavelmente, a prefeitura não o fez.

Mandou o projeto de volta à Câmara, com modificação no destino da arrecadação da multa. Foram precisos quase dez meses para alterar uma mísera linha.

Sem lei regulamentada, não há punição.

E pipas com cerol estarão presentes nas ruas da cidade, em mais um período de férias, a incomodar e pôr em risco a vida dos limeirenses.

Quando tento falar ao leitor indignado que uma nova lei está por vir para tentar inibir a ação de pichadores, agora com multa que pode chegar a R$ 4 mil, não o convenço.

Propagandear leis para inibir mundos e fundos é relativamente fácil.

Efetivá-la, de modo a fazê-la útil para a sociedade, é um processo que depende exclusivamente das autoridades competentes.

Quando nem o básico é feito, viramos cidadãos descrentes do Poder Público.

Esperar que a lei tenha efeito com base apenas na psicologia não adianta.

O cidadão sabe disso. E nossas autoridades?"

domingo, 19 de julho de 2009

TJ mantém suspensão de desconto no ponto de servidores grevistas

O Tribunal de Justiça (TJ) negou provimento ao agravo de instrumento impetrado pela Prefeitura de Limeira contra decisão liminar, dada em primeira instância, que suspendeu qualquer tipo de desconto nos vencimentos dos servidores que aderiram à greve da categoria, que durou quase um mês, entre abril e maio, e mandou efetuar o pagamento dos dias descontados.

O desembargador Antônio Rulli (ao lado*), relator, alegou que não cabe interposição de agravo de instrumento contra decisão dada em mandado de segurança, tipo de ação ajuizada pelo Sindsel, sindicato da categoria.

O voto de Rulli indica que, em mandado de segurança, por se tratar de lei especial, somente se aplica a sistemática do Código de Processo Civil (CPC) nos casos expressamente previstos, o que não ocorreu com o recurso da Prefeitura.

O acórdão foi emitido em 27 de maio e publicado na última semana. Os desembargadores Sérgio Gomes, presidente da 9ª Câmara de Direito Público do TJ, e Décio Notarangeli acompanharam o voto do relator.

* Imagem retirada do site www.tj.to.gov.br

sábado, 18 de julho de 2009

Comissão quer rejeitar pedido para Lula revogar assentamento no Horto

* Texto é contrário à Moção de Apelo do deputado Otoniel Lima

* Deputado ignora serviços na região e só vê degradação ambiental


O deputado José Zico Prado (PT), da Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembleia Legislativa de São Paulo, apresentou parecer contrário à moção que propõe que a Casa apele ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para revogar as portarias que autorizam o assentamento no Horto.

A moção, de autoria do deputado Otoniel Lima (PTB), tramita desde novembro. Se aprovada, a Assembleia encaminhará o pedido para Lula (na foto, ao lado da ministra Dilma Roussef -1), Senado, Câmara dos Deputados, ministros do Planejamento e Desenvolvimento Agrário e líderes partidários.

O texto pede, ainda, novo rumo às famílias do Movimento dos Sem Terra (MST), acampadas na região desde abril de 2007.

No parecer, Prado avalia que, diante do conflito de interesses - há uma briga entre Município e União -, "cabe à Justiça definir a destinação da área".

Embora aponte pela espera da Justiça, o deputado critica a Prefeitura de Limeira e elogia o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Relembra a saída das famílias do Horto à força, em novembro de 2007, quando a Polícia Militar cumpriu reintegração de posse ganha pelo Município na Justiça e enfrentou resistência do MST (ao lado-2). Prado diz que as famílias "foram despejadas com truculência, incluindo uso de gás lacrimogênio e de pimenta".

O deputado afirma que a destinação do Horto para a reforma agrária tem respaldo na legislação, citando artigos do Estatuto da Terra. "Além disso, o imóvel de 602,8 hectares teve seu uso desvirtuado e apresenta alto nível de degradação ambiental".

Em outros trechos, Prado (ao lado-3) diz que a Prefeitura "só fez contribuir para a degradação do Horto" e que a proposta de assentamento com desenvolvimento sustentável, apresentada pelo Incra, "tem todas as condições para garantir o sonhado 'Pulmão Verde' para o município".

Justifica, ainda, que há um laudo do instituto apontando que os recursos naturais do Horto se encontram "severamente degradados pela utilização indevida e desrespeito à legislação ambiental".

O parecer da Comissão de Agricultura e Pecuária foi anexado à tramitação da moção em 22 de junho e vai em sentido oposto ao entendimento do deputado Aldo Demarchi (DEM), relator do caso e que manifestou-se favorável à aprovação da proposta, com apresentação de substitutivo. Não há previsão de quando o projeto entrará na pauta.

Serviços são ignorados; deputado só vê degradação

O parecer da comissão não cita os serviços implantados pela Prefeitura de Limeira, como as áreas de lazer (ao lado-4), nem pelo Estado, caso do Centro de Ressocialização (CR), e denuncia extensa relação de degradações no Horto.

O prefeito Sílvio Félix pediu para o promotor Luiz Alberto Segalla Bevilácqua analisar, sob o aspecto ambiental, irregularidades na ocupação do MST.

O texto do deputado José Zico Prado diz que as áreas de preservação permanente (APP) estão quase totalmente ocupadas por pastagens e eucalipto, "restando pequenos remanescentes arbóreos isolados de Mata Atlântica, em estágios inicial e médio de regeneração".

Segundo Prado, estes remanescentes cobrem 12,7 hectares, equivalentes a 2,1% do Horto, muito abaixo do mínimo de 20% exigido pelo Código Florestal.

O relator aponta que há uma jazida de extração de terra desativada, com crateras de oito metros de profundidade, sem cobertura vegetal.

Segundo o deputado, a exploração ocorreu sem licenciamento ambiental do Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais (DEPRN) e sem autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) - logo acima-5. Haveria, ainda, uma outra em atividade, que provoca erosões.

O deputado diz que há trincheiras abertas, que rasgam o solo ao longo das estradas internas "sem uma explicação palpável".

Parte desses rasgos, segundo o parecer, foi utilizada para depositar resíduos de construção e pneus velhos, o que estaria em desacordo com resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Há também valetas, menos profundas e mais largas, que impediriam atividades produtivas e causariam assoreamento, contrariando a Lei Estadual 6.171/88, que define o solo agrícola como patrimônio da humanidade e que os responsáveis pelo seu uso têm obrigação de preservá-lo.

O texto finaliza com citações de problemas causados pela pista de motocross (a construção teria retirado camada fértil e intensificado erosão), estande de tiro (sem placa ou sinalização na estrada de acesso, nem portão, guarita ou zelador) e pista de kart (acima-6) e aeromodelismo (ocupam espaços próprios para cultivos intensivos).

A Prefeitura desqualifica os argumentos. "Esses apontamentos não têm valor nenhum. É um absurdo um deputado estadual entrar nas questões federais. Além do mais, sendo do PT, é ligado ao MST", diz, em nota.

1 Marcello Casal Jr./Agência Brasil
2 Imagem retirada do site www.juventudepsol.blogspot.com
3 Imagem retirada do site www.josezico.com.br
4 Imagem retirada do site www.jblog.com.br
5 Logo retirado do site www.dnpm.gov.br
6 Imagem retirada do site www.limeira.sp.gov.br

sexta-feira, 17 de julho de 2009

PT é solidário à dirigentes do Incra e cooperativa suspeita de ligação com MST condenados pela Justiça

A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo emitiu carta aberta em que se solidariza com os dirigentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em São Paulo e da Central de Cooperativas da Reforma Agrária do Estado de São Paulo.

Como os leitores do blog sabem, os dirigentes foram condenados pela Justiça de Presidente Prudente em ação de improbidade administrativa.

Entre os condenados está Raimundo Pires, superintendente que autorizou a criação do assentamento no Horto Florestal Tatu.

Abaixo, o texto distribuído pela liderança do PT na Assembleia, assinada pelo deputado Rui Falcão (ao lado*):

"A Bancada do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo vem a público manifestar total solidariedade aos dirigentes do Incra/SP, companheiros Raimundo Pires Silva, Osvaldo Aly Junior, Guilherme Cyrino Carvalho, e da Central de Cooperativas da Reforma Agrária do Estado de São Paulo, Neuza Paviato Botelho e José Aparecido Gomes Maia, injustamente condenados em primeira instância ao afastamento das funções públicas e perda dos direitos políticos por três anos, conforme sentença do juiz federal Newton José Falcão da 2ª Vara de Presidente Prudente, que confiamos seja revogada nas instâncias superiores. Vale a pena esclarecer que o juiz reconheceu que não houve dano ao erário público.

Mais uma vez a justiça julga com preconceito ação do Estado que visa beneficiar setores mais carentes da população.

Neste caso, o convênio Incra/CCA previa a destinação de R$ 191.000, para viabilizar a operacionalização do Complexo Agroindustrial de Teodoro Sampaio, da Cocamp, empreendimento no qual o poder público já havia investido cerca de R$ 8,5 milhões e cujos empreendimentos estavam se deteriorando há anos.

A seriedade e o compromisso dos dirigentes do Incra com a eficiência administrativa e o uso correto dos recursos públicos resultaram no avanço da reforma agrária em São Paulo a partir de 2003, com mais de cinco mil famílias assentadas no período, todas com acesso a créditos, infraestrutura produtiva, moradia e assistência técnica.

É incompatível com o Estado democrático de direito a criminalização dos movimentos sociais, tanto mais quando esta atitude passa a influir em decisões judiciais.

São Paulo, julho de 2009.
Deputado Rui Falcão
Líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo".

* Imagem retirada do site www.stu.org.br

Clã Sarney

Do Movimento Fora Sarney:

"- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;

- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney;

- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;

- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;

- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;

- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);

- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso? Quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney.

Seria cômico se não fosse tão triste. E mais: o Maranhão é o estado com o maior índice de mortalidade infantil".

É o inferno astral vivido pelo ex-presidente da República e atual comandante do Senado, José Sarney.

*Imagem retirada do site www.forasarney.com

TCE anula licitação para informatizar saúde

De Denis Martins, na edição desta sexta-feira (17/7) da Gazeta de Limeira:

"O Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo anulou a licitação para a contratação de uma empresa para informatizar a Saúde de Limeira. A GBL Consultoria de Informática Ltda entrou com uma representação contra o edital publicado pela Prefeitura. O objetivo da Prefeitura era contratar uma empresa para oferecer serviços de informatização dos dados, manutenção e suporte técnico para a Secretaria Municipal da Saúde, que até o mês passado era feito pela Unifarma. No entanto, a GBL alegou ao TCE que o edital não oferece informações claras referentes à utilização de determinadas ferramentas". Leia mais aqui.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Depois dos jornalistas, músicos podem ter profissão desregulamentada

Após os jornalistas, é a vez dos músicos (na foto*).

A Procuradoria-Geral da República agora quer que o Supremo Tribunal Federal revogue dispositivos de lei que regulamenta a profissão de músico.

A procuradora Deborah Duprat usa argumentos semelhantes ao que foi usado para derrubar a exigência de diploma dos jornalistas.

Para ela, tanto as restrições profissionais como o poder de polícia são incompatíveis com a liberdade de expressão da atividade artística.

Curioso um dos argumentos da procuradora. "Se um profissional for um mau músico, nenhum dano significativo causará à sociedade. Na pior das hipóteses, as pessoas que o ouvirem passarão alguns momentos desagradáveis. Além do que, em matéria de arte, o que é péssimo para alguns pode ser excelente para outros, não cabendo ao Estado imiscuir-se neste seara, convertendo-se no árbitro autoritário dos gostos do público".

Vejam a íntegra da ação da Procuradoria aqui.

*Imagem retirada do site do Ministério Público Federal

O preço da audácia

Lina Maria Vieira decidiu mudar o foco das operações da Receita Federal, na tentativa de fechar o cerco às grandes empresas sonegadoras.

Sob seu comando, o órgão aplicou multas bilionárias à Petrobrás, Santander e Ford, conforme informa hoje o Estado de S.Paulo.

Resultado: perdeu o emprego.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Projeto dá poder à OAB e sindicatos proporem ações civis públicas

Há um projeto de lei que tramita no Congresso que quer ampliar o número de autores de ações civis públicas.

Pela atual lei, só podem propor esse tipo de ação o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios, autarquias, empresas públicas, fundações, sociedades de economia mista e associações constituídas há mais de um ano que incluam entre suas finalidades a proteção a algum direito passível de tutela por ação civil pública.

O novo projeto, segundo a OAB de São Paulo, quer que também tenham direito de ajuizar ações civis públicas as seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), partidos políticos, entidades sindicais e de fiscalização do exercício de profissão. A seção paulista da OAB, do presidente Luiz Flávio Borges D'Urso (ao lado*), manifestou apoio ao projeto.

Utiliza-se a ação civil pública para defender direitos relativos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico, à ordem econômica, à economia popular e à ordem urbanística.

Esse tipo de ação é a mais temida por políticos, que muitas vezes são acusados de improbidade administrativa pelo MP por esta via jurídica.

Ampliar direitos de legitimidade para propor ações como essas é, sem dúvida, aprimorar a democracia - dar esse poder à OAB é um avanço. O único detalhe que temo é o uso abusivo do recurso por parte de entidades sindicais, ainda que o projeto aponte para que ação tenha relação aos temas ligados à defesa da categoria.

Há muito os sindicatos caracterizam-se pela forte conotação política e, não raro, se transformam em instrumentos de partidos.

Se ser réu em ação civil pública do MP bastou para que o político fosse enquadrado como "ficha suja", imaginem o quanto esse tipo de ação será usada por sindicatos partidaristas para atingir o detentor do poder de plantão, ainda que esse processo não seja computado para fins da "lista suja" - acredito que seria fartamente usado nos rincões deste país para atingir inimigos políticos.

Ok, o mesmo temor valeria para todos os outros futuros impetrantes, mas é no meio sindical que está a maior partidarização de discursos.

Quantas ações civis públicas o Sindicato dos Servidores de Limeira, com apoio do Sindicato dos Metalúrgicos, proporia para atingir o prefeito pedetista Sílvio Félix ? Quantas, por todo o país, PSDB e DEM impetrariam contra administradores do PT e vice-versa?

O projeto pode ser lido aqui na íntegra.

*Imagem retirada do site www.cremesp.com.br

terça-feira, 14 de julho de 2009

MST invade; juiz manda sair; MST não sai; PM não os tira e quem paga? Nós, contribuintes

O dono de uma fazenda em Vilhena, Rondônia, conseguiu, em primeira instância, vitória em ação indenizatória que moveu contra o Estado por este não ter oferecido policiamento para garantir segurança em área que foi invadida por integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST).

As informações são do site Consultor Jurídico, que disponibilizou aqui a sentença.

A Justiça entendeu que o fazendeiro passou por situações constrangedoras ao ver sua propriedade destruída pelos invasores.

Como cá em Limeira, em novembro de 2007, o MST não aceitou determinação judicial para sair da área em Vilhena. A indenização a ser paga pelo Estado chega a R$ 50 mil.

É assim. Há uma invasão e uma determinação judicial que precisa ser cumprida pelo Estado, via Polícia Militar.

Se a PM cumpre, o MST entra com crianças como "escudo" e a corporação é tachada de desumana, covarde, sendo investigada por aquelas comissões de direitos humanos formadas por deputados que adoram aparecer em ocasiões especiais para fazer média com suas bases locais.

Se a PM não cumpre, nós, contribuintes, temos que pagar pela omissão.

Justiça arquiva ação contra Touch

A Justiça de Limeira determinou o arquivamento da medida cautelar ajuizada pelo Ministério Público contra a boate Touch, após a homologação de um termo de ajustamento de conduta (TAC).

O fechamento da boate, em março, provocou descontentamento entre os jovens, mas, como se vê agora, foi tudo uma questão de planejamento e ajustes por parte da boate, que acertou o revestimento de acústica para evitar que o excesso de barulho atrapalhe moradores das imediações da Avenida Saudades.

Cumprindo o que é previsto em lei, não há ação do MP. É uma lógica simples, que muitos ignoram e preferem a comoção popular, ao atacar o promotor depois. Não adianta. Quando se aciona a Justiça, quem está errado acaba se adequando.

Que isso sirva de alerta para outros estabelecimentos em Limeira, inclusive igrejas. É mais fácil agir preventivamente do que enfrentar o desgaste provocado pela ação necessária do MP.

A Touch sentiu isso de perto e se corrigiu. Ela, o MP e os moradores das imediações podem, agora, se ocupar de outras coisas.

Avanço do MST atinge área de reflorestamento

De Renata Reis, na edição desta terça-feira (14/7) da Gazeta de Limeira:

"Parte das cinco mil mudas de árvores plantadas na área onde o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) se expandiu, próximo ao clube de aeromodelismo e do viveiro de mudas, foi degradada. Desde o ano passado, a Prefeitura faz o reflorestamento no local como parte do Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRA), celebrado junto ao Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN). Ainda esta semana, os responsáveis devem receber intimação da Promotoria do Meio Ambiente". Leia mais aqui.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

"Memória da Varga" resgata história de gigante limeirense

Será lançado nesta quinta-feira, às 20h, no Buffet Solano’s, o livro "Memória da Varga", escrito em parceria - ou como eles mesmo dizem, sociedade -, pelo empresário Estevam Júlio Varga e o José Eduardo Heflinger Júnior, o "Toco".

A iniciativa é das mais felizes. Ao longo de toda segunda metade do século 20, a Freios Varga foi um dos orgulhos do Município. Chegou a empregar 4.700 funcionários na década de 70.

Milhares de famílias de Limeira e região possuem integrantes que trabalharam na empresa. Recontar a história dela é, também, homenageá-las.

Não parou por aí. A terceirização de processos iniciada pela Varga nos anos 70 gerou outras inúmeras empresas, que tornaram-se fornecedoras. Foi em uma delas, a KML, que o autor deste blog teve o primeiro emprego - passei quase seis anos valiosos para minha formação profissional e pessoal no ambiente em que a Cultura Varga (depois TRW) tinha de ser adotada como cartilha.

"Toco" vai se consolidando como o grande historiador limeirense da atualidade e deixa mais uma obra grandiosa para as futuras gerações. É notável ver como gosta do que faz, facilmente percebido numa conversa.

Júlio Varga, polêmico, traz à luz passagens curiosas, que não vou contá-las aqui para desestimular eventuais leitores.

Deixo uma frase do empresário:

"Ninguém é inteligente vinte e quatro horas por dia"

E esta última é da consultora Kepner Tregoe, que prestou serviços para empresa. A frase foi acolhida e implantada na empresa por Júlio, que a repete até hoje:

"Problema é o desconhecimento da causa que provoca uma situação que está preocupando".

O livro poderá ser encontrado nas principais livrarias da cidade a partir da próxima semana.

Imagens: Arquivo Pessoal de Júlio Varga

No topo: Diretoria da Varga em 1983 (da esquerda para direita): Keneth John Hall, Marcos Zion de Almeida, Emmanoel Milton Varga, Shinsaku Nagumo, Celso Varga e, no centro, em primeiro plano, Estevam Júlio Varga

No texto: Funcionários da empresa "Luiz Varga", em frente da fachada do pavilhão situado na Rua Capitão Kehl. Destacando-se Júlio Varga, o terceiro da esquerda para direita