Limeira já teve a experiência do fracasso de um shopping center. O fechamento do antigo Limeira Shopping provocou feridas ainda não cicatrizadas no espírito do limeirense, que vive até hoje (penso que num efeito menor) com o estigma de que “aqui os negócios não vão para frente”, afirmação que pode ser derrubada com vários exemplos, mas que teima em pairar na cabeça de muitos.
Pior que o impacto social do fechamento de postos de trabalho é justamente esse efeito psicológico que deve ser pensado no dilema enfrentado por lojistas do Shopping Nações, que vão à Justiça pedir a revisão de um termo que condiciona a abertura do acesso pela Rodovia Limeira-Piracicaba à construção de uma passarela que é reivindicada pela agência que regula o transporte no Estado.
Se eles terão sucesso é imprevisível apostar, mas a cidade deveria torcer para isso.
Não é hora de distribuir culpas. Há erros de todos os lados. O principal é do próprio empreendimento, que parece ter sido aberto de modo apressado, na esteira da inauguração do shopping às margens da Anhangüera.
O projeto da construção da passarela foi uma responsabilidade assumida pelo shopping perante a Artesp, até agora não cumprida. À Prefeitura cabe fazer a ponte política (e deveria ter sido mais firme lá atrás, antes da inauguração do shopping), mas fica complicado defender uma parte que não cumpriu uma obrigação.
A Artesp e a Intervias têm suas razões ao exigir a passarela, pois são delas as responsabilidades viárias.
No entanto, é hora do bom senso prosperar. Não se trata de desprezar a importância da passarela, mas ela não será crucial para o acesso ao empreendimento.
Do outro lado da pista, há um residencial fechado. É possível um aditamento ao TAC, impondo prazo ao empreendimento para apresentação do projeto – e porque não previsão de multa, caso não seja cumprido -, liberando o acesso.
Tenho lá minhas dúvidas se é mesmo o acesso fechado a razão do pouco público do empreendimento ou do fechamento de lojas, mas isso não vem ao caso e é assunto de iniciativa particular.
Neste momento, o poder público – e isso inclui todas as esferas – deveria pensar em medidas para evitar os efeitos socioeconômicos e psicológicos que trazem o fechamento das lojas de um empreendimento do porte do Nações.
Limeira não comporta viver um segundo trauma desse tipo em um espaço de 10 anos.
* Artigo originalmente publicado na Gazeta de Limeira em 19-10-15
* Imagem: Mário Roberto/Gazeta de Limeira
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Autorização para construção de acesso no Shopping Nações sai neste mês, diz prefeito
O prefeito Paulo Hadich saiu há pouco de uma reunião com o secretário estadual de Transportes, Clodoaldo Pelissioni.
Conforme ele informou em seu perfil no Facebook, ainda este mês deve sair a autorização do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para usar um pequeno trecho para fazer o acesso ao Shopping Nações a partir da Rodovia Limeira-Piracicaba.
Também ainda deve sair em outubro a autorização da Artesp para a obra.
Conforme ele informou em seu perfil no Facebook, ainda este mês deve sair a autorização do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para usar um pequeno trecho para fazer o acesso ao Shopping Nações a partir da Rodovia Limeira-Piracicaba.
Também ainda deve sair em outubro a autorização da Artesp para a obra.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Poupatempo: entrega de demanda histórica vira tento político para Hadich
Vai aparecer muita gente para reconhecer a paternidade do Poupatempo, serviço do governo do Estado de São Paulofinalmente inaugurado em Limeira na tarde desta quarta-feira (1/10).
A demanda era histórica. O prefeito Silvio Félix tentou várias vezes e sempre ouviu não.
Principalmente após a concretização da FCA/Unicamp. Assessores do governo estadual diziam que Limeira não tinha porque reclamar da ausência do Poupatempo e da Fatec porque já havia ganho um câmpus da universidade estadual.
Em todo plano de expansão de Poupatempos no Estado, Limeira era excluída da lista.
Félix tentou levar o Poupatempo para o então Shopping Pátio. Ele planejava contar com isso ainda em 2011. Foi enrolado pelo Estado. Aí decidiu plagiar o nome do programa e inventou o Poupatempo Municipal.
Que não é a mesma coisa, razão pela qual já escrevi que a Prefeitura deveria renomear o local, atualmente no Pátio Shopping Limeira.
Félix perdeu o cargo e Orlando Zovico se concentrou mais em terminar o mandato, marcando posição com a municipalização da merenda e a vinda da Justiça Federal.
Nos planos de governo dos candidatos a prefeito em 2012, o Poupatempo era um item frequente.
Em janeiro deste ano, o anúncio que tanta gente quis fazer foi feito pelo governador Geraldo Alckmin ao lado do prefeito Paulo Hadich.
Desde que tomou posse, Hadich fez o mesmo que seus antecessores. Pediu, em várias reuniões, a vinda da unidade, ofereceu alternativas. Ao contrário de outros prefeitos, ele ouviu sim.
Do anúncio até a inauguração da unidade, que ficará no Shopping Nações, foram menos de dez meses. Prova de que quando há vontade as coisas andam céleres.
Pode ter sido presente de Alckmin, efeito de ano eleitoral, pode ter sido esforço de muita gente lá atrás que bateu na porta do Estado, pode ter sido apoio deste ou aquele deputado, deste ou aquele vereador.
Mas é Hadich que fica com o tento político, num serviço anunciado e entregue em seu governo.
Ele terá, no Poupatempo, um legado forte para reivindicar à sua gestão.
Crédito: Prefeitura de Limeira
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